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Blog Planejamento & Estratégia

Marcos Fava Neves favaneves@gmail.com
Engenheiro agronomo/ ESALQ, professor titular USP, palestrante em agronegócios
  • Effects of Exchange Rates in Food Trade

    Postado em 24 de Maio de 2012 às 22:05 na categoria Artigos

    Special to China Daily, by Marcos Fava Neves, 24/05/12

    The objective of this analysis is to share with China Daily readers the possible impacts of exchange rates movements in food and agribusiness international trade. The case to illustrate the impacts will be Brazil, a country which currency, the Real (R$) faced huge variations since it was created and recently is going through a devaluation, impacting one of the world’s largest food exporters.

    The article is organized in three sessions.  The first will talk about the historical background on exchange rates and the impacts to food chains. Second is the new exchange rate in Brazil and what to expect. Third is related to possible internal consequences of the lower value of the Real and how can the Brazilian Government act to control problems.

    Traveling to the past, the Real is a currency launched in 1994, during the new economic plan responsible for stabilization of the economy and institutional progress of the country. This currency is interesting to study since the trade value (exchange rate) towards the US$ varied in the last 18 years from US$ 1 to R$ 0,85 at early beginning, to R$ 3,8 than to R$ 3,2 and R$ 1,55 in July 2011. The Real, in 2011, was one of the most valued currencies in the world.

    This strength of the currency was a consequence of, among other factors, the stabilization of the economy, political stability and improvement of institutions, exports of basic non food commodities, the large amount of international investments done in Brazil and higher international prices of food and commodities made annually exports of Brazil jump from US$ 20 billion in 2000 to a possible result of US$ 100 billion in 2012. A silent revolution in food exports to the fast growing world demand made an inflow of US$ to the country.

    The Real overvalued brought an explosion of imports to Brazil, being cars, electronic equipment, wines and other products from several sources. At the end of 2011, almost 22% of the products consumed in the country were imported. This brought intense and new competition for companies operating in the internal market, benefiting consumers at supermarkets with access to worldwide products, although much more expensive than for instance when purchased in the USA.

    The overvalued currency also allowed two other movements: imports of equipment (capital goods) and machinery that improved competitiveness and the stimulus of the currency for Brazilian companies to invest abroad opening new marketing channels. Several food companies expanded operations outside Brazil.

    Some negative impacts were reduction of international visitors for tourism (the country was very expensive) and the explosion of traveling and expenses of Brazilian tourists outside. Most products, except the food commodities, had very tight and even negative margins in exporting activities and gradually companies reduced their exports. This happened in shoes, textiles, some processed foods, flowers, fruits and others.

    The new fact is that the Real went from US$ 1/R$ 1,55 to US$ 1,0/R$ 2,0 at current moment. This is an important movement that can recover some margins and stimulate exports again, and as a consequence, more production, productivity, scale gains, efficiency gains and expansion in the offer of products to international markets.  Sectors of more processed food that are cost intensive may now reach positive margins to export.

    This new exchange rate will help to compensate food production costs increases due to poor logistics, more expensive labor (disputed by other sectors of the economy, like construction), strict environmental restrictions, higher land costs, higher energy costs, higher taxes that prejudice margins when producing in Brazil.

    Finally, the most dangerous effect in all countries that face this situation is the risk of inflation returning, with terrible consequences, mostly for poor people. We have seen this in several neighbor countries of Brazil. Imported products become more expensive, more products are exported and other factors contribute to the rise of inflation.

    There are several ways for Government to mitigate this risk. Since Government may receive more income in taxes due to higher exports pulling more internal production, lowering taxes and also reducing not necessary Governmental expenses (the very large size of the Government) may contribute to reduce prices in internal market. We may also expect a reduction in the speed of the interest rates fall in Brazil.

    A situation of a relative crisis in parts of the world also makes Brazil a target for international companies to market their products at reasonable prices, which also may help controlling prices. If we were in an era of excess of world demand, this would not impact positively. Finally, in some markets where prices raised internally due to the exchange rate, Government always can reduce import taxes.

    We could see here using the case of a large food exporter, Brazil, what are the impacts in food chains when the exchange rate changes. For food importing countries, most of the impacts of the devaluation of the Real are positive, since Brazil will be stimulated to export more, and will be more competitive in these exports due to all the investments described above. So for China, one of the biggest food importers from Brazil, these are good news, making even possible to expand the diversity of food imported.

    The author is professor of strategic planning and food chains at the School of Economics and Business, University of Sao Paulo, Brazil (www.favaneves.org) and international speaker. Author of 25 books published in 8 countries.

     

     

     

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  • O veto à comunicação desonesta no Brasil

    Postado em 19 de Maio de 2012 às 11:05 na categoria Artigos

    Por Marcos Fava Neves, 19/05/12

    Na Câmara dos Deputados em 16 de maio foi realizada mais uma audiência para discutir o recém-aprovado Código Florestal, que impactará nas atividades agrícolas. Deputados, jornalistas e interessados lotaram o auditório.

    O evento teve detalhada explanação do relator, mostrando as mudanças do novo aparato institucional que visa contribuir ao avanço ambiental no Brasil. Segue-se uma apresentação do agro como o principal negócio da sociedade brasileira e abre-se aos debates, em mais um exercício de democracia.

    Ao final de quase 5 horas, são evidentes os ganhos na compreensão dos presentes, e aparecem mais convergências do que divergências, mostrando consenso. O Código foi debatido por anos pela sociedade, em audiências por todo o país e foi aprovado democraticamente no Senado e na Câmara.

    Este artigo chama a atenção para algo que será cada vez mais frequente e para o qual o agro deve estar melhor preparado: a perigosa inovação na batalha de comunicação, liderada por ONG’s internacionais e nacionais, que encontram eco na parte desinformada e incendiária da imprensa e tem rápida adesão das mídias digitais e redes sociais.

    Esta inovadora ação, encontrando eco na população desinformada, pois não dedicou tempo para estudar o Código, foi muito hábil para oportunisticamente colar o Código e a agricultura ao aumento do desmatamento, à motosserra, à destruição da Amazônia, secas, enchentes, desmoronamentos, aquecimento global e outros flagelos, cuja ciência leva tempo para desmistificar, mas desmistifica.

    Destruição de árvores e matas são imagens sensíveis a todos os seres humanos e a campanha ganhou rapidamente conotação internacional, tendo ainda a sorte de ter a conferência Rio+20 como fato de pressão. Nota dez para a inovadora campanha, nota zero para o conhecimento, para a leitura e para a ética.

    Associar a agricultura e o desenvolvimento do agro à destruição de matas foi uma deplorável mas vencedora estratégia, que maculou a imagem nacional e internacional do principal setor econômico do país, responsável por US$ 100 bilhões em exportações.

    O Código Florestal é similar a um processo de planejamento para uma organização. Após ampla discussão, o processo termina, aprova-se e coloca-se em marcha. Agora é sancionar, implementar e iniciar os debates para corrigir e continuamente aprimorar.

    Aos que aderiram à inovadora campanha “Veta Dilma” na empolgação das mídias sociais, opiniões de artistas, intelectuais, empresários e ONG’s, fica o aprendizado de sempre ler, estudar e perguntar sobre o assunto a quem é do ramo, antes de aderir à onda, para depois não se arrepender do ímpeto. Ver a vergonha que hoje passam os apocalípticos do aquecimento global.

    Deve-se vetar os que desrespeitam quem acorda cedo e enfrenta todas as adversidades para plantar, produzir, industrializar e colocar comida boa e barata nas mesas dos brasileiros e que financiam, com os alimentos exportados para as mesas estrangeiras, as importações dos equipamento digitais usados na campanha.

    O agro não precisa derrubar uma árvore sequer para triplicar a produção de alimentos.

    MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento e estratégia na FEA/USP Campus Ribeirão Preto e coordenador científico do Markestrat. Fez a apresentação da importância do Agro no evento citado.

     

     

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  • Desenvolver preservando para... preservar o desenvolver

    Postado em 04 de Maio de 2012 às 17:05 na categoria Artigos

    especial por Marcos Fava Neves (04/05/12)

    O Código Florestal vem sendo discutido em muitas audiências há anos e foi finalmente aprovado pela sociedade, representada por seu Congresso. Muitos brasileiros e parte da imprensa aproveitaram o momento para contrapor a agricultura com o ambiente, gerando um grave dano à imagem da agricultura e promovendo a discórdia.

    O mais recente caso, estimulador deste texto, é o debate editado pelo respeitável jornal Valor Econômico (04/05/12), consolidado por três jornalistas. Explicando ao leitor que não teve acesso ao conteúdo, é feita uma chamada na capa com o título “empresários defendem veto a Código Florestal” e a matéria é um debate de respeitáveis executivos e cientistas com trabalhos na área econômica, social e ambiental, advindos de uma Fundação de preservação de matas, uma empresa de cosméticos, de embalagens cartonadas, uma produtora de papel e uma telefônica, além de um cientista da USP.

    Sintetizo minha análise em 4 blocos: as principais proposições vindas deste debate; os principais aprimoramentos necessários às visões; as contribuições à imprensa e as considerações finais.

    Entre as principais proposicões, temos interessantes ideias. Destacam-se as oportunidades que se abrem ao Brasil de liderar uma nova pauta da economia verde, do menor carbono, de certificações e pagamentos por serviços ambientais. Levantam a ideia de que é necessário produzir mais com menos recursos, reduzir as perdas  (estimadas em mais de 20% da produção) e acreditam que com gestão a produtividade pode aumentar. Temos que pensar 100 anos à frente.

    Também aparecem a importância de se recompor o orçamento da EMBRAPA e de outros órgãos de pesquisa, sair da clivagem “desenvolvimento x sustentabilidade” e “natureza x urbano”. Chamam a atenção para os gargalos de infraestrutura, para a necessidade de incentivos na correção do que foi feito de errado em desmatamento.

    Utilizar a Amazônia como uma fonte de riquezas da biodiversidade lembrando do direito de pessoas que vivem nestas regiões terem atividades econômicas e desenvolvimento. Lembram também da necessidade de se votar medida provisória que dá acesso a patrimônio genético, a necessidade de se extrair mais renda da visitação das áreas preservadas, se recuperar mais as áreas degradadas e investir no turismo. Destacam-se também as iniciativas de criação dos corredores de biodiversidade entre áreas de reserva legal e APPs.

    A segunda parte deste meu texto são os aprimoramentos de visão necessários, por aparecer, em alguns momentos, um desconhecimento do que é o agro brasileiro. Serão apresentadas aqui as frases colocadas no debate, em itálico, sendo algumas agrupadas, e as minhas observações logo após.

    “...O código deixou o Brasil na era medieval...”, “...o texto que foi votado é terrível...”.

    Esta visão é parcial. Existem melhorias reconhecidas por cientistas no documento e ele tem benefícios de eliminar uma grave insegurança jurídica que assola as propriedades.

    “...A expansão da área agrícola é única solução proposta e não se fala uma palavra de produtividade...”; “...O Brasil vai perder o jogo da produtividade, da tecnologia e da inovação e aí vem a solução fácil: derruba mais um pouco de floresta e aumenta a área plantada...”; “...não precisa derrubar mais nada... tem muita área já derrubada...”.

    Estas colocações não estão bem feitas. Os cientistas e agricultores brasileiros vêm lutando ferozmente pelo aumento da produtividade. Enquanto no mundo cai a produtividade, no Brasil ela cresce quase 4% ao ano e 50 milhões de hectares foram poupados graças a este esforço. Também é um equivoco achar que precisamos derrubar mais árvores para expansão da produção. Existe parte dos 200 milhões de hectares de pastagens que podem ser usados para futuras áreas agrícolas.

    “...A questão dos alimentos não é de produção, é de escoamento...”.

    Sem dúvida há muita perda na logística, mas aqui também existe um desconhecimento do que acontece no mundo asiático e africano que cresce a mais de 6% ao ano. A FAO estima que teremos que dobrar a produção em 30 anos, graças ao aumento da população, urbanização (90 milhões de pessoas por ano vão para as cidades), distribuição de renda, biocombustíveis (nos EUA usam 130 milhões de toneladas de milho) e outros fatores. O Brasil é primordial para isto, dito pela UNCTAD e FAO (ONU).

     “...Vamos para a Rio + 20 com cara de vergonha...”.

    Como já escrevi em outros textos, a vergonha dos cientistas e participantes brasileiros na Rio + 20 não será com o Código Florestal, mas sim em explicar ao mundo porque destruímos o combustível renovável mais respeitado, que é o etanol de cana, aqui dentro do Brasil. É a pergunta que me fazem cientistas internacionais.

    “...Estamos exportando commodities de baixíssimo valor agregado...”.

    Nesta colocação temos um grave equívoco, até uma ofensa aos produtores e industriais brasileiros. Existe enorme conteúdo tecnológico trazido pelos nossos cientistas dentro de um grão de soja, de café, de um litro de etanol, de suco de laranja, de celulose, de açúcar, de carne bovina. Fora isto, estamos cada vez mais exportando comidas prontas e embaladas.

    Os termos de troca são cada vez mais favoráveis as commodities. Vivemos a era das commodities, e chamar nossa pauta de baixo valor agregado chega a ser ingênuo.

    “...O projeto votado agora vai contra a maioria da população, que não quer hoje o desmatamento, não quer a redução da floresta nas margens dos rios...”; “...tem quatro brasileiros de cada cinco que estão a favor da Presidente para o veto...”.

    Eu desconheço estas pesquisas, e também não creio que foi aprovado um Código Florestal que estimula o desmatamento de novas áreas. É uma mensagem errada que está se passando a população. O agro para se desenvolver, não precisa desmatar.

    Na terceira parte deste meu texto tenho algumas contribuições a apontar à imprensa. A primeira vai no sentido de, em debates, equilibrar as opiniões. Neste caso, chamar pessoas que acham que o Código Florestal, com todos os seus problemas, representou avanços ao Brasil. Poderiam ter sido convidados representantes da ABAG, do ICONE, da Cooxupé, da Coamo, da Cosan, da Bunge, da BRF, do Congresso (Deputados Aldo Rebello ou Paulo Piau), de Sindicatos de Produtores, de Trabalhadores.

    A segunda é que a manchete dada reflete uma generalização de algo que não é generalizável. Uma pessoa que apenas lê “empresários defendem veto a código florestal”, e boa parte do Brasil lê apenas manchetes, é levada a pensar que houve ampla pesquisa quantitativa e que o setor empresarial brasileiro é contra o Código, quando na verdade isto é fruto do debate de apenas 6 pessoas. Isto as vezes acontece na imprensa, um título (manchete) que tenta generalizar algo que não é generalizável. É preciso cuidado nisto.

    A ilustração principal da matéria é uma árvore sendo cortada com uma motosserra. Para sermos mais equilibrados, melhor contribuição seria se a matéria tivesse o título de “sugestões de aprimoramentos ao código” e a imagem fosse propositiva, com equilíbrio de produção e lindas matas, e são inúmeras as imagens no Brasil de propriedades agrícolas certificadas internacionalmente. Apresentar uma mortal imagem de árvore com motosserra foi danoso ao agro. É necessário parar com o “ruralistas x ambientalistas”, esta contraposição é danosa ao desenvolvimento equilibrado do Brasil e é estimulada pela própria imprensa.

    Como conclusões, por mais que este processo seja criticado, o código foi democraticamente aprovado pela sociedade brasileira e seus representantes, no Senado e na Câmara.

    Na minha singela opinião, pressionar a Presidente para vetar este Código é uma afronta à sua pessoa e à democracia. Dizer que é a principal decisão de seu Governo, ou frases do tipo “vou cair da cadeira se a presidente Dilma não vetar” ou “Dilma escreve o nome dela na história de uma maneira ou de outra: com tintas vermelhas ou tintas azuis” não contribuem.

    Este código deve ser aprovado e iniciarmos já os debates para uma próxima versão mais moderna e contemporânea, para ser novamente aprovada daqui 5 ou 10 anos. É preciso avançar sempre, debater sempre e respeitar sempre.

    Finalizo dizendo que tenho oportunidade de viajar uma vez por semana e fazer pesquisa com produtores e industriais do setor agro em todos os cantos do Brasil. É necessário sairmos dos nossos escritórios seguros e refrigerados dos grandes centros urbanos, ir ao campo e ouvir esta gente. É destas viagens e pesquisas que vêm nossos textos e livros propositivos.

    Conversar, principalmente escutar e sentir a luta do nosso produtor contra o arcaico sistema trabalhista, tributário, logístico, ambiental, sua luta contra a taxa de juros, a falta de crédito, o câmbio, as intempéries climáticas, sua luta contra as pragas e doenças e ouvir atentamente os casos de assaltos e violência aterrorizando as famílias do campo.

    Lembrar que o jornal Valor do mesmo dia coloca em seu editorial a preocupação com a rápida deterioração da balança comercial brasileira. Vale ressaltar que esta gente da agricultura vai exportar, em 2012, US$ 100 bilhões e importar US$ 20 bilhões, deixando um saldo de US$ 80 bilhões ao Brasil.

    Em 2000 exportávamos US$ 20 bilhões no agro. A exportação cresceu 5 vezes em 10 anos. Renomadas revistas mundiais com a Economist, a Time, Chicago Tribune, Le Monde deram enorme destaque e chamaram isto de silenciosa revolução do campo brasileiro. Quem viaja sabe que temos muito poucos setores admirados lá fora, e este é um setor que joga na primeira divisão mundial.

    Se o Brasil vai fechar 2012 com um saldo de apenas US$ 15 bilhões, uma conta simples mostra que sem esta gente do campo, a balança brasileira pularia do saldo de US$ 15 bilhões para um deficit de US$ 65 bilhões. Cairia por terra o Real, voltaria a inflação, cairia a arrecadação de impostos e desapareceriam milhares de postos de trabalho. E também precisaremos devolver nossos microcomputadores, tablets, carros, e todos os outros 25% dos produtos que consumimos, que são importados. Vai também faltar dinheiro para usar perfumes, telefones, cadernos, livros e produtos com embalagens cartonadas.

    É preciso respeitar quem traz o caixa do Brasil, quem traz a renda do Brasil, que depois é distribuída fartamente em todos os cantos. É injusto associar esta gente a desmatamento, a motosserra, a destruição, com opiniões dadas sem maior fundamento.

    O Brasil terá nos próximos 20 anos a maior e melhor agricultura do mundo, trabalhando dia e noite para ser a mais sustentável nos pilares econômico, ambiental e social. O mundo implora ao Brasil para atender à explosão de demanda por alimentos e bioenergia. Podemos tranquilamente exportar US$ 200 bilhões em 2020 e US$ 300 a 400 bilhões em 2030. Vamos deixar esta gente do campo trabalhar e tentar ajudar.

    Temos que aumentar a produtividade, plantar em novas áreas de maneira sustentável, investir em pesquisa, ciência e inovação e caminhar para construir esta agricultura, este “agro-ambiental”, com ideias, nos desenvolvendo com preservação e, com isto, preservando nosso desenvolvimento.

    O verdadeiro e mais forte “código” será cada vez mais dado pelo mercado consumidor, fortalecido pelas novas mídias sociais e que caminha rapidamente para não aceitar produtos que não obedeçam certificações respeitadas internacionalmente.

    Gerar a discórdia e desrespeitar o agricultor, que é quem coloca a comida na mesa e enche o nosso bolso de dinheiro não deve ser um objetivo dos verdadeiros brasileiros.

    MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento e estratégia na FEA/USP Campus Ribeirão Preto, Chefe do Departamento de Administração e coordenador científico do Markestrat. Tem 25 livros publicados em 8 países.

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  • More About Sustainable Supply Chains

    Postado em 03 de Maio de 2012 às 22:05 na categoria Artigos

    Special for China Daily, by Marcos Fava Neves, on 04/05/12

    Nutreco is a Dutch based multinational company operating in the feed industry, and in 2012 this company launched the report called “Nutreco Feeding the Future: How we can contribute to feeding 9 billion people in a sustainable way: Vision 2020”. This article was written to share with China Daily readers my impressions studying the document, another example of sustainability.

    The company aims to create value in several different activities. Nutreco states that they “aim to become the global leader in animal nutrition and fish feed, delivering innovative and sustainable nutrition solutions”.

    It is clearly seen when reading the report, an integrated chain approach. For the company, the conditions of success include engaging people from inside and outside. “Every change depends on the efforts and commitment of one and more individualsFurthermore we have to keep our customers and end users in mind of what we do and helping them to be more productive and environmentally and socially responsible.

    Nutreco divides the 2020 vision in four major areas: ingredients, operations, commitment and nutritional solutions. Each major area has 4 sub-divisions, summarized here

    Ingredients sustainable sourcing: the objective here is to build value sourcing through third party sustainable systems endorsed by vendor policies. The stimulus came from a pressure to reduce negative impacts over biodiversity, social and environment, coming from supplier activities. The actions will include round table initiatives, auditing, suppliers engagement activities, extend supply chain coordination, promote demand for responsible ingredients, communicate to suppliers and measure the results.

    Ingredients sustainable partnerships: increase and strengthen sustainable partnerships and supply chain projects. One of the future challenges is the cooperation among business, Government, knowledge centres and NGO’s, boosting innovation, sustainability and cost reduction. Company will improve partnerships, classifying supplier base, evaluate supplier classification and building sustainable supply chain projects.

    Ingredients flexible formulations: build value via reducing dependency from scarce ingredients.  This will be done with strategic analysis of long-term ingredient trends, research for alternatives and develop scientific position papers.

    Operations reducing the environmental impact: value will be created by reducing by 50% carbon footprint in all operations till 2020. This will be reached with an internal energy policy for the factories, transport, waste and water management.

    Operations to improve feed to food quality and safety:  create value, taking advantage of the growing worldwide demand for quality and safety, resulting in new policies and regulations. This will be done via the specific Nutrace programme with standards and protocols (more information on the web of Nutreco).

    Operations to improve working environment: creating value via employee satisfaction and labour market position. Build internal surveys and doing benchmarks worldwide to follow employee engagement.

    Nutritional solutions that are sustainable: the aim is to create value till 2020 when sustainability will be fully integrated within the innovation process increasing the proportion of the portfolio having specific sustainability benefits. This will be done quantifying sustainability, auditing and translating these benefits to marketing messages.

    Nutritional solutions via farm and feed performance: create value, enabling farmers to improve performance with predictive farm models and nutritional solutions that improve production efficiency and reduce emission levels. This will be done measuring availability, quality and usage of nutritional farm models, improvement of feed efficiency on the farms and reduction in emission levels.

    Nutritional solutions via animal and human health: value will be created by an effort to provide alternative technologies that improve animal health and performance supporting customers needs to reduce antibiotic use.

    Commitment and employee engagement: motivate employees to the challenge of feeding nine billion people in 2050, in a sustainable way. This value will be created using a system for internal engagement activities, integrating this as a central point for evaluation and reward systems.

    Commitment and stakeholder engagement: creating value via strengthening the company’s position in multi-stakeholder debates and initiatives around the sustainability challenges of the industry. There is an increasing level of cooperation and partnerships within the food chain and stakeholder organizing conferences, position papers, information flows, reputation surveys and other ways to engage.

    Commitment and community development: create value enabling small farmers to raise productivity via knowledge sharing. This will be done by the community development strategy, redefining expectations of local communities and continue to refine this project with new strategies and criteria.

    Nutreco’s 2020 vision is a nice case to see how companies are moving to create and share value and improving sustainability towards the 9 billion people planet. 

    The author is professor of strategic planning and food chains at the School of Economics and Business, University of Sao Paulo, Brazil (www.favaneves.org) and international speaker. Author of 25 books published in 8 countries.

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