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Blog Gestão Empresarial e Familiar

Murilo Carneiro murilo@knd.com.br
Consultor e professor universitário, mestre em Administração pela FEA-RP/USP

As empresas não devem distribuir somente prejuízos

Postado em 20 de Maio de 2011 às 08:05 na categoria Gestão Financeira

Em 1980, o Sr. Saab Chão inaugura sua microempresa, tendo como patrimônio pessoal somente um Fusca 69. Após algum tempo, ele contrata seu primeiro funcionário, o Sr. Ludi Briado, que logo se torna seu “braço direito”. Em 1985, a empresa havia crescido, faturando mais e com um número maior de funcionários. Naquele ano, o Sr. Saab conseguiu comprar seu primeiro carro zero quilômetro, enquanto o Sr. Ludi, que não tinha patrimônio pessoal, comprou uma moto “Turuna 125” usada.


Em 1995, a empresa já era de médio porte e o Sr. Saab já tinha uma casa própria quitada, além de trocar de carro todo ano. O Sr. Ludi também estava feliz, pois tinha acabado de comprar sua primeira moto CG 125 “zero quilômetro”.

O tempo foi passando e, no início de 2010, o Sr. Saab tinha conseguido “construir sozinho”, conforme ele mesmo gostava de contar aos amigos, um imenso patrimônio pessoal. Enquanto isso, o Sr. Ludi, há 30 anos na empresa, trabalhando 12 horas por dia, exercendo um cargo de confiança, comemorava com sua família, em seu pequeno apartamento alugado, a compra de um Vectra 97, financiado em 60 parcelas mensais.

No final de 2010, devido a um aumento na concorrência, o faturamento da empresa teve uma queda. Foi o primeiro ano, desde sua fundação, que não houve crescimento. Diante desta situação, no início de 2011, o Sr. Saab Chão chama todos os funcionários para uma reunião, dizendo que a situação se complicou e que, naquele ano, não daria o aumento de salário definido em acordo coletivo com o sindicato.

Durante a reunião, só uma coisa passava pela cabeça do Sr. Ludi Briado, que já estava preocupado em como pagar o aluguel da casa e o financiamento do carro: “Por que os empresários nunca pensam em distribuir lucro, mas, ao sinal de qualquer “crise”, a primeira decisão a ser tomada é o corte de despesas com os funcionários?”.

Infelizmente, a grande verdade é que são poucos os empresários que valorizam seus funcionários e que têm consciência que eles o ajudaram a construir sua empresa e seu patrimônio. Em momentos de crise, distribuir prejuízos é até aceitável, desde que também, em momentos de “vacas gordas”, sejam distribuídos lucros.

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Comentários

  • Erika Peredo

    20/05/2011 às 04:05

    Oi Murilo
    Quando li a matéria, lembrei da fábula da formiguinha, é grandinha, mas vale a pena ler....

    odos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
    O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
    Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
    A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
    O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostrados em reuniões.
    A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
    O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.
    O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente ( sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada. A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima .
    Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
    A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: "Há muita gente nesta empresa".
    E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
    Quem???
    A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida

    bjs

  • LUCIMARA MARIA DE REZENDE GOUVEIA

    20/05/2011 às 09:05

    Nossa... já pensou que maravilhoso seria????
    Amei...abraços

  • Junior Miranda

    21/05/2011 às 12:05

    Parabéns Murilo por mais essa etapa.... Muito legal e estarei lendo todas as matérias. Acredito que essa seja a melhor forma de divulgação e aprendizado, através de linguagem simples e rápida........ Parabéns!!!!.... Ah, outra coisa, seu livro foi espetacular, estou implementando algumas dicas na empresa....Valeu!

  • Cristiane de Campos

    02/08/2012 às 05:08

    Trabalho em sindicato dos empregados e as vezes atendemos colaboradores insatisfeitos por atitudes como essa nas empresas em que trabalham. Hoje tem sido fechado planos de Participação nos Lucros e Resultados, que é justamente para dividirem o lucro que ajudaram a empresa obter, mas muitas empresas reclamam de ter que dividir e não querem fechar acordo, gerando a insatisfação do colaborador.

  • Maria Augusta

    27/08/2013 às 12:08

    Professor Murilo, concordo plenamente.

  • Jose Clovis Lavezzo Filho

    18/08/2013 às 01:08

    MUITO BOM ESSE ARTIGO......MUITA FORÇA DE VONTADE...