A Chapada da Diamantina, seguramente, é um dos lugares mais bonitos do Brasil, não exagerando, do mundo. Muita gente que vive do turismo, afirma que se a Chapada estivesse localizada na Europa ou nos EUA, poderia ser um dos lugares mais concorridos. Provavelmente, por se localizar no interior da Bahia, cujos acessos rodo-aeroviários não são muito convidativos para o turismo, é que torna a Chapada da Diamantina um lugar pouco visitado e para nós que vivemos mais ao sul do país, não ouvimos com freqüência comentários a respeito deste santuário ecológico.
Localizada na região central da Bahia, com uma área de 38 mil km², população de aproximadamente 380 mil habitantes, de relevo montanhoso com picos de 400 a 2 mil metros, com uma diversidade grande na flora e fauna e um clima diferenciado por se tratar do nordeste, temperaturas entre média máx. 23ºC e média mín. 19ºC.
Assim meus amigos, por todos estes encantos e pelo inusitado, nestas idas e vindas de encontros com amigos motociclistas, num almoço no Bacalhau que Chora em Poços de Caldas, falou-se em breve comentário, sobre a Chapada. Naturalmente, bastaram alguns olhares cruzados para que se deflagrasse mais um projeto de viagem rumo a este paraíso.
Organização
Formaremos inicialmente dois grupos. Um saindo de Ribeirão Preto e outro de São Paulo num total de 8 motociclistas, tendo como ponto de encontro Belo Horizonte. Eis o roteiro:
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ROTEIRO - Partindo de Ribeirão e voltando por Ilhéus |
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origem |
RIB PRETO |
BH |
VIT. CONQ |
LENÇÓIS |
ILHÉUS |
IPATINGA |
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destino |
BH |
VIT. CONQ |
LENÇÓIS |
ILHÉUS |
IPATINGA |
RIB PRETO |
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|
pop. destino (mil) |
3500 |
310 |
11 |
185 |
242 |
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|
distância (km) |
512 |
840 |
420 |
538 |
865 |
730 |
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saída origem |
1 |
2 |
3 |
6 |
9 |
11 |
|
|
saída destino |
2 |
3 |
6 |
9 |
10 |
|
|
|
distância total |
512 |
1352 |
1772 |
2310 |
3175 |
3905 |
TOTAIS |
|
Nº parada abast |
3 |
4 |
2 |
2 |
4 |
3 |
18 |
|
tempo / abast.(H) |
0,33 |
0,33 |
0,33 |
0,33 |
0,33 |
0,33 |
1,98 |
|
tempo almoço (H) |
0,66 |
0,66 |
0,66 |
0,66 |
0,66 |
0,66 |
3,96 |
|
tempo viagem (H) |
5,12 |
8,40 |
4,67 |
5,38 |
8,65 |
7,30 |
39,52 |
|
tempo (H) total |
6,77 |
10,38 |
5,99 |
6,70 |
10,63 |
8,95 |
49,42 |
|
$ combustivel |
90,35 |
148,24 |
74,12 |
94,94 |
152,65 |
128,82 |
689,12 |
|
$ pedágio |
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0,00 |
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$ hospedagem |
100,00 |
40,00 |
200,00 |
200,00 |
50,00 |
0,00 |
590,00 |
|
$ alimentação |
70,00 |
50,00 |
240,00 |
240,00 |
60,00 |
25,00 |
685,00 |
|
$ total |
260,35 |
238,24 |
514,12 |
534,94 |
262,65 |
153,82 |
1964,12 |
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PREÇO COMB. |
R$ 3,00 |
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Os valores dos custos acima, compreendem a seguinte estimativa de gastos:
A divisão em dois grupos até Belo Horizonte, vai tornar a viagem mais rápida para o bonde de São Paulo, de onde sairão o Osmar e o Febbo. Vão economizar muito tempo no abastecimento, enquanto que para nós de Ribeirão, que sairemos em seis, vamos perder um bom tempo nos abastecimentos. Normalmente nos postos de estradas, são poucos os frentistas. E além disso, tem sempre o xixi, água, cigarro... Esta logística tem que ser muito bem elaborada, senão voce acaba perdendo 20 minutos em cada parada, que poderão representar um atraso em todo cronograma, haja vista que não viajamos à noite, especialmente nesta região de Minas e Bahia.
Eis a tropa e seus cavaleiros:
Vejam algumas maravilhas da Chapada:








Para nós, amantes de motocicletas e apaixonados por estradas, Poços de Caldas é um lugar obrigatório de se visitar. Uma cidade turística, sempre movimentada, com gente bonita, clima agradável, tem bons acessos de estradas, grande rede hoteleira e muitos lugares bonitos e interessantes.
Poços de Caldas pertencia a Caldas que possui o mais antigo hospital termal em funcionamento no mundo, desde o século XVI. Como as fontes eram poços utilizados por animais, veio o nome Poços de Caldas.
Vou com freqüência, pelos atrativos e por ser um ponto de encontro estratégico da nossa turma. Temos amigos de Campinas, São Paulo, região do ABC e lá fica a uma distância intermediária para todos, cerca de 200 km.
O Abelha (Eduardo), nosso desbravador e farejador, descobriu uma estradinha logo depois de Vargem Grande, que passa por vilarejos cravados em serras, como São Roque da Fartura. Cheia de curvas e de um visual maravilhoso e bucólico, quando menos se espera, no final da serra, encontramos Poços.
Quando forem de moto, recomendo que durmam por lá, porque vale a pena tomar um chopinho no Pietro, uma choperia em frente à Praça dos Macacos, onde além do chope, servem uma costelinha de porco imperdível.
Outro lugar obrigatório é o “O Bacalhau Que Chora”! Quem for a Poços de Caldas, não pode deixar de visitar este simpático bar/restaurante. Comandado pelo Genésio e sua esposa, atenciosíssimos e simpáticos, oferecem um cardápio diferenciado e bem atraente, logicamente tendo como especialidade o bacalhau. Não deixem de experimentar a “casquinha de bacalhau” e o “bacalhau que chora”. Este último é feito com mandioquinha salsa. Maravilhoso!!! Não deixem de pedir a caipirinha de pinga (mais um motivo para dormirem por lá!!!)... Acessem o site www.obacalhauquechora.com.br para conhecer melhor.
Genésio e esposa me apresentando o bacalhau!!!
Os intrépidos Tarjas Pretas
Bacalhau com legumes
Meus amigos!
Estou preparando novos posts. Aguardem que em breve falarei sobre uma fantástica viagem que um casal está fazendo: de São Paulo ao Alasca, de moto.
Papos de boteco ou filosofia de boteco: muitas conversas que se perpetuaram no bar.
Aos leitores amigos do ecoesporte ou do equoesporte, relato meu último feito realizado de 7 a 10 de abril agora: Cavalgada de Jardinópolis até Buritizal, próximo ao delta mineiro.
Ficha Técnica:
- cavaleiros (19): Fabiano, Juninho, Vitor, Nilton, André, Felipe, Febbo, Val, Ronaldo, Zé Chapinha, Carlinhos Primo, Wilson, Fernando, Wesley, Adriano, George, Eduardo, Renatinho, Zé Eduardo.
- animais: 13 cavalos/éguas e 6 mulas.
- intendência: Pai Calão, Careca e Fernandinho. O objetivo deste time é de municiar a todos durante a cavalgada com comida e bebida em fartura e se necessário dar algum apoio técnico.
- apoio: 1 caminhão cargo equipado com gerador, freezers, reservatório de água e compartimento de carga para guardar mantimentos e equipamentos de montaria além de 1 caminhonete transportando feno e reservatório para o lixo.
- Roteiro: Saímos de Jardinópolis pela estrada velha em direção a Orlândia. Paramos para almoçar na entrada de Sales de Oliveira, defronte ao cemitério, debaixo de um grande arvoredo. Rapidamente, Calão, Careca e Fernadinho montaram as mesas e cadeiras, desceram o fogão e prepararam aquele rango tão esperado acompanhado de caipirinhas de uva e abacaxi, cerveja estupidamente gelada e outras bebidas mais. Pausa para um breve cochilo até o berrante se manifestar. Selamos os animais e prosseguimos para Orlândia onde pernoitamos. Os animais ficaram "hospedados" no Clube Hípico, gentilmente cedido pela sua diretoria e amparados pelos dedicados tratadores comandados pelo Gaúcho. No dia 8, sexta feira, partimos para Ituverava, já com o corpo surrado, dando sinais de cansaço. No primeiro dia, foram quase 50 km e agora 65 km nos esperavam pela frente. Sol muito forte e poeira a vista. Em poucos quilômetros já percebia que o bicho ia pegar. Roupas cobertas de poeira vermelha e o filtro solar brigando com o poder do UV. A dedicação dos nossos heróis da Intendência nos deu mais alento até chegarmos às margens do Rio Sapucaí, onde acampamos para almoço. A viola do Wesley entrou em cena agitando a galera. Virou festa, todos cantando, comendo e bebendo até o berrante chamar... Selamos os animais e seguimos em frente. Chegamos em Ituverava por volta das 8 da noite e fomos direto para o Clube do Sindicato Rural deixar os animais para os seus justos repousos. E nós... também... pro hotel. O trajeto mais bonito, sem dúvidas foi este final para Buritizal. Saímos um pouco da convivência com o canavial e ficamos mais perto das montanhas, do gado e riachos. Atravessamos alguns deles com suas águas transparentes e os focinhos dos bichos enterrados nágua.
Acredito que seja dificil para grande parte das pessoas entenderem o porquê da paixão incondicional por viagens com motos. Vejam bem, paixão por moto é uma coisa e paixão por utilizá-las é outra. Nesta tribo, você encontra de tudo. Pessoas que não tem muito interesse em conhecer sua máquina, mas que viaja muito; outros que conhecem cada parafuso e pouco andam e outros que sabem discutir até sobre o DNA das bichinhas e vivem em cima delas.
Nestas minhas andanças, conheci uma grande pessoa em Passo Fundo nos bravos 64 anos de vida. Aposentado (muito bem por sinal), com casamento desfeito há muito tempo, filhos criados e emancipados, enfim com poucas obrigações e apaixonado por moto e pelo que ela possa lhe proporcionar. Insatisfeito com o tamanho de sua mega casa, resolveu vendê-la e comprou um apartamento de 1 dormitório. Irritado com a frequente pane elétrica do seu carro quase novo (por falta de uso), vendeu-o. Assim a sua Intruder 1400, idosa mas poderosa, recebeu todas as honrarias deste enxuto reino. A vida deste meu amigo, resume-se em 2 meses viajando e 1 mes em Passo Fundo planejando a próxima viagem, com sua "majestade" na revisão aguardando a próxima aventura.
Este tipo de paixão que digo que é dificil entender. Como pode a chuva, vento, calor e outros ingredientes incomodativos trazer tanto prazer? Acho que a resposta está bem aí. Normalmente, escondemos do vento, não tomamos chuva, evitamos passar calor nos trancando em ambientes com ar condicionado e fujimos de coisas que possam nos incomodar. Quando saímos em viagem, a chuva passa a ser um fenômeno natural, o vento é o grande maestro que banca a harmonia dos movimentos das plantas, o calor é o efeito produzido pela grande energia irradiada pelo nosso brilhante astro, as dores no corpo, a sede são lembranças que deixaremos em cada 200 km para abastecer nossas máquinas. Enfim: o simbolismo é o grande transformador desta paixão.
O Febbo mandou um vídeo do You Tube que reflete tudo isto que falamos. Vale a pena assistir! Acessem o link: http://www.youtube.com/watch?v=vksdBSVAM6g
Falar em Febbo, o cara se aposentou tal como este amigo de Passo Fundo e já estou pressentindo que teremos outro andarilho na área. Para quem não se lembra, O Febbo viajou com a gente para o Atacama. Veja tópicos anteriores.
Meus prezados!
A partir do dia 12 de dezembro, o Rubinho Quartim, filho do nosso intrépido Paulo Quartim e da Mariângela, convenceu 3 amigos a se embrearem para o "fim do mundo". Para quem não sabe, este fim de mundo, na nossa linguagem de viajantes errantes é o Ushuaia, no extremo sul da Argentina. Vão a bordo da Pajerinho, gentilmente cedida na marra pelo Paulo. Vão lambendo o Atlântico argentino até o Ushuaia e depois retornam pelo pacífico chileno até Santiago. Fui nomeado pelos audazes para relatar suas aventuras ao longo destes mais de 10 mil km.
Aguardem!
Rico em fibras e vitaminas, ao contrário do arroz branco, o arroz integral volta a se firmar na culinária brasileira. Há quem o usa como dieta emagrecedora e contra diabetes.
Faço questão de relatar um experimento que realizei na cozinha de casa. Minha esposa é fã do arroz integral e sabe comer muito bem: peixes e vegetais em pequenas quantidades. Então me inspirei neste modelo virtuoso e fiz dois pratos. Nas 2 receitas, utilizei o bacalhau desfiado e o arroz integral cozido. Para cozinhar o arroz, lave-o bem e escorra. Depois seque-o na frigideira. Cozinhe-o com água e sal. Para cada medida de arroz, use 3 de água. Não é necessário temperos, porque além do bacalhau ter um sabor marcante, utilizamos outros temperos.
A primeira receita: Arroz Integral com Bacalhau
Em uma panela, coloque um pouco de cebola picada, azeite e alho poró finamente cortado. Adicione o bacalhau dessalgado. Mexa bem e complete com cheiro verde picado. Reserve.
Faça um vinagrete com: tomate sem semente, cebola e azeitonas verdes picadas. Este vinagrete deve ser muito bem picado e tempere com pouco sal e azeite.
Procure em sua vasta cozinha, um aro de 10 a 12 cm ou uma cumbuca para enformar. Se tiver o aro, proceda da seguinte maneira: centralize-o ao meio do prato a ser servido. Faça uma camada com o bacalhau. Na camada de cima, coloque o arroz pronto e por fim, o vinagrete. Caso utilize a cumbuca, faça o procedimento inverso.
Segunda receita: Risoto de bacalhau (aproveitei as sobras)
Em uma panela ou frigideira alta, coloque o arroz integral já cozido, adicione um pouco de vinho branco seco e deixe se embebedar. Em seguida coloque o bacalhau desfiado e misture. Adicione um pouco de creme de leite e reserve.
Em uma frigideira, coloque gerelim crú e pacientemente mexa para tostá-lo.
Pegue o aro, apare-o no centro do prato e encha com a mistura. Por cima, polvilhe com o gergelim.
... e dá-lhe vinho!!!!
Testem as duas receita e me falem se fizeram ou não sucesso!!!