Descobrir qual a verdadeira vocação é o desejo de grande parte das pessoas que estão no mercado de trabalho, pois trabalhar com amor ao que se faz é um dos ingredientes da receita da felicidade.
Com histórico de 30 anos de profissão, o doutor Carlos Roberto Ferriani, pode se considerar realizado nesse sentido. Residente em Ribeirão Preto desde dezembro de 1981, o médico recebeu o título de cidadão ribeirãopretano no ano de 2008, e desde então tem feito história na cidade. “Minha paixão por Ribeirão é antiga, desde 1969, quando vim cursar o César Lates me apaixonei por essa metrópole. Saí já com a ideia de voltar. O título de cidadão ribeirãopretano foi a coroação dessa alegria, uma grande hora”, diz o médico entusiasmado.
Tema diário da vida de Ferriani, a medicina exige um rígido protocolo que o médico cumpre com prazer, para ele poder exercer essa profissão é a maior prova de que quem escolhe o trabalho que gosta, não terá que trabalhar nem um dia na vida. “A medicina exige uma dedicação enorme, muitos cursos e atualizações frequentes, responsabilidade e ética acima de tudo, e eu tenho esse compromisso”, frisa.
Mas o médico também é músico e escritor. Mudam as áreas de atuação, mas o desejo de Ferriani permanece o mesmo: desafiar a sua capacidade. “Minha profissão é a de médico, cirurgião plástico, outras atuações são parte da paixão que todos possuímos. Acho que não consigo ser um homem único. O segredo de tudo é a paixão, o encontro da arte como um todo, é poder dividir meus dons em matizes de aprendizado”, revela Ferriani.
Nos anos 70, o futuro médico tocava contrabaixo — Beatles e Rolling Stones —, em sua banda, Gemini V, e nessa época já pensava em dividir os palcos de São José do Rio Preto, com as aulas de medicina. “A banda durou três maravilhosos anos dourados, mas a medicina falou mais forte e vim para Ribeirão fazer cursinho”, lembra.
Desde que optou pela carreira de médico, Ferriani compartilha a paixão pela música com sua filha Verônica Ferriani. “Deixei a música com planos de nunca abandoná-la, ela está presente no DNA da minha família”, aponta.
A história de 30 anos como médico e a harmonia da música levou Ferriani também à literatura. Em 2009 começou a dedicar seu tempo livre a escrita, e nesse período lançou seu primeiro livro. “Sabe que médico tem pouco tempo para leituras outras que não as relativas à área, mas sempre essa lacuna me incomodava. Em 2009, quando estava mais estabilizado pude dedicar-me a essa outra paixão, os livros. Logo no início publiquei “Antes mesmo do sonho - tempos poéticos”, hoje esgotado. Porém sentia falta de um desafio maior, e em 2010 lancei uma ficção-romance, “Fragmentos de uma vida”.
Em meio às consultas médicas, Ferriani encontrou tempo para escrever uma nova obra que pretende lançar até o final deste ano. “Tenho novos planos, o primeiro deles é o livro, uma opereta a respeito de um tema histórico de nossa cidade, que se passa em 1920. Os arranjos estão em andamento se der tudo certo termino ainda este ano”, comenta o médico.
Segundo Ferriani poder preencher tantas lacunas profissionais é uma das maiores demonstrações de amor ao trabalho. “A medicina é meu compromisso diário, ter responsabilidades nas condutas e indicar as cirurgias possíveis de alcançar resultados esperados sem milagre é a minha área de atuação formal.
Já os outros caminhos, no caso a música e a literatura, são formas mais soltas, a criatividade na música e na literatura impõe compromissos leais à alma e a um horizonte de devaneios. Por isso, tenho sempre em mente que escrever é orar sem perseguir a graça e a música convoca ao infinito por preciosos acordes e batiza em forma de oração. É o legado de inspirações de Deus a privilegiados”, enfatiza Ferriani.
O amor pela profissão fez a vida de Carlos Roberto Ferriani encontrar novos rumos e descobrir que uma pessoa pode ter diversas vocações, basta arriscar e acreditar. “Cada caminho é diferente. Porém todos exigem dedicação, dessa forma, o espírito de ajudar ao próximo torna-se motivo de amor, que transforma atitudes e condutas, em resultados interessantes e verdadeiros”, conclui.
Revide Online
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Arquivo Revide
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