Revide Vip

Hoje é 29 de Novembro de 2014 - Ano 28 - Edição 738

Buscar em x

Selecionar: todos | nenhum

Acompanhe a Revide

Você está em: Revide /

Gerais

RSS

Solução alternativa Segundo dados da secretaria da saúde, até o dia 10 de janeiro deste ano, foram registrados 17 casos de dengue

Confira as Fotos

O Ministério da Saúde anunciou que neste verão 19 estados brasileiros apresentam riscos altos ou muito altos de epidemia de dengue. Entre os que apresentam altos riscos de epidemia estão Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Tocantins e São Paulo.

O nível de risco foi calculado segundo uma nova metodologia criada pelo Ministério da Saúde a partir de cinco indicadores: a incidência de casos de dengue em anos anteriores; a presença de larvas do mosquito nos municípios; o monitoramento do tipo de vírus que circulou nos últimos anos (há quatro tipos de dengue); a densidade populacional e a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo.

Embora o estado de São Paulo esteja entre os estados com alto risco de epidemia, o número de casos de dengue registrado durante o ano de 2012 apresentou uma redução de 75,5%. Na região de Ribeirão Preto a queda foi de 95%. Em 2011 o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) registrou 24.303 mil casos na região ribeirãopretana, já em 2012 este número caiu para 1.260 casos.

Segundo dados da secretaria da saúde, até o dia 10 de janeiro deste ano, foram registrados 17 casos de dengue, no entanto, a diretora do departamento de vigilância em saúde, Maria Luiza da Silveira Santa Maria, afirma que esse número não é um dado concreto, pois há uma série de exames ainda não concluídos. “Os resultados serão apresentados sempre na primeira quinzena do mês subsequente”, explica Maria Luiza.

Soluções alternativas
Carlos Gustavo Fiorini, supervisor de ensino e professor aposentado, atua ministrando palestras sobre prevenção em escolas e empresas e conheceu um método alternativo para o combate à proliferação do Aedes aegypti. A Clotalária Juncea, uma leguminosa de flores amarelas, que atrai a Libélula, inseto que se alimenta de outros insetos, dentre eles, as larvas do mosquito da dengue. “Vi na TV que o plantio havia dado ótimos resultados na cidade de Sorriso, no Mato Grosso, e comecei a pesquisar. Uma cooperativa agrícola informou-me que a Fazenda Santa Escolástica, aqui em Santa Cruz das Palmeiras, cultivava em grande quantidade para equilibrar o PH do solo e consegui algumas mudas  para distribuir na cidade”, explica Fiorini.

Em 1998, como supervisor de ensino na Delegacia de Casa Branca, Fiorini foi indicado a trabalhar junto às escolas. E no ano seguinte, quando a Delegacia de Ensino se tornou Diretoria de Ensino e foi transferida de Casa Branca para São João da Boa Vista, Carlos Gustavo Fiorini ficou responsável pela supervisão de escolas de 17 cidades, dentre elas a própria São João da Boa Vista, Mococa e São José do Rio Pardo. Foi em 1999 que Fiorini apresentou-lhes a solução para os casos de dengue. Até 2002, o único caso de dengue, segundo o setor de vigilância sanitária, foi em São José do Rio Pardo. “O plantio da Clotalária Juncea se mostrou eficaz e continuei a minha pesquisa e divulgação para governos de outras cidades, mas não são todos que aderem”, conta Fiorini.

No entanto, a diretora do departamento de vigilância em saúde de Ribeirão Preto, Maria Luiza da Silveira Santa Maria, salienta que os municípios seguem uma série de normas técnicas desenvolvidas pelo governo do Estado e pelo Ministério da Saúde e que eles não aprovam técnicas alternativas para o combate à epidemias, como a dengue. “No caso do plantio da Clotalária, haveria uma alteração que causaria um impacto ambiental. Por este motivo os orgãos responsáveis não liberam essas técnicas”, aponta Santa Maria.

Opinião
O biólogo Gabriel Clemente afirma que a clotalária se adapta bem ao clima das cidades da região e já está disseminada no país. Mas o biólogo aconselha a utilizar também outras plantas para auxiliar no combate ao mosquito da dengue. “Temos a citronela e a árvore de Nim, que também ajudam a repelir o mosquito”, comenta. Para um projeto amplo, envolvendo toda a população, o biólogo recomenda a criação de uma ‘horta comunitária’, com vegetação diversificada.

*Carlos Gustavo Fiorini, por mais de 30 anos, exerceu as funções de professor de história, vice-diretor, diretor de escola, supervisor e dirigente de ensino. Atualmente é escritor, diretor da Associação Comercial de Santa Cruz das Palmeiras e ministra palestras nos temas? Combate à dengue; Anti-stresse; Empreendedorismo; História; Literatura e Futebol.

Revide On-line
Texto: Bruno Silva
Fotos: Divulgação

* Publicado em 07/02/2013

Envie esta notícia para um amigo
captcha
Preencha o campo a cima com os informes da imagem.
Faça um comentário
captcha
Preencha o campo a cima com os informes da imagem.

Comentários

    Nenhum comentário para esta matéria.

Outros Cadernos

  • AgroVip

    10º Congresso Anual Gatua promove palestras, rodadas de negócios e feira de tecnologia

  • Guia Cultural

    Sambista comemora 10 anos de carreira com o show “Vai Ter Fuzuê”, dia 27

  • Guia Gourmet

    Santilli Gourmet Ristorante conquista espaço na alta gastronomia

  • Imóvel

    Perplan lança empreendimento Über Van Der Rohe na zona Sul de Ribeirão Preto

  • Moda

    A relação entre as sandálias birkens e o conforto: as duas palavras são indissociáveis

  • Qualidade de Vida

    Pelo menos, 30 minutos de exercícios já ajuda a garantir mais saúde e qualidade de vida

  • Revide com Atitude

    Clique e confira ações de solidariedade e agenda de eventos sociais