A força do segmento da construção civil em Ribeirão Preto já não é uma novidade. Um painel traçado pela Mercadotecnia, empresa especialista em pesquisas estratégicas de mercado, acompanha, desde 2007, os números do setor, que mantém-se em alta nos últimos cinco anos. Em 2011, não foi diferente. Com 43 novos empreendimentos lançados — 31 residenciais verticais, seis horizontais, um residencial misto e cinco empreendimentos comerciais —, pode-se afirmar que o mercado da construção civil manteve-se aquecido, com um VGV que ultrapassou R$ 1,6 bilhão, o que corresponde a cerca de 10% do Produto Interno Bruto Municipal (PIB). “Este número é 0,7% menor do que o valor atingido em 2010, mas ainda representa um desempenho elevado”, afirma Leonardo Antolini, analista de mercado da Mercadotecnia.
O VGV corresponde a 6.742 unidades lançadas, número 18% menor do que em 2010. Dos novos empreendimentos, 67% estão localizados na Zona Sul do município, 16% na Zona Leste, 9% na Zona Oeste e 7% na Zona Norte. “Esses dados evidenciam que, apesar da maciça concentração de lançamentos na Zona Sul, há uma tendência de diversificação das áreas que recebem investimentos”, avalia Dirceu Tornavoi, conselheiro técnico da Mercadotecnia. Em 2010, a Zona Norte, por exemplo, não havia tido lançamentos. No ano passado, a região teve três novos empreendimentos.
O Ideal Jardim Ipiranga, resultado entre as construtoras Jábali Aude e Rossi, foi um deles. “Bairro tradicional da cidade, acreditamos que o Ipiranga tem um forte potencial de crescimento e de valorização. Além disso, queremos oferecer às classes C e D, onde ainda há grande déficit habitacional, um empreendimento de qualidade e que caiba no bolso”, avalia Eduardo Aude, um dos diretores da Jábali Aude. Lançado em setembro de 2011, o projeto possui 256 apartamentos que serão entregues prontos para morar. Com unidades de dois dormitórios com varanda, o empreendimento contempla área de lazer com quadra, piscina adulto e infantil, deck molhado, área de convivência e playground. O condomínio também terá infraestrutura para central de gás e segurança com guarita.
O projeto também segue outra tendência diagnosticada pela pesquisa: unidades com metragens menores. “Além de representar um investimento mais baixo, esta é uma tendência que obedece, ainda, o novo perfil da população. Atualmente, famílias com um número menor de integrantes e formada por pais separados são mais frequentes”, avalia Tornavoi. Segundo Aude, o empreendimento está alinhado ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, que oferece facilidades na obtenção de crédito. A Jábali Aude já entregou mais de 3.000 unidades de habitação popular, em Ribeirão Preto e região. As obras do Ideal Jardim Ipiranga seguem aceleradas, atualmente na fase de estrutura e alvenaria. A previsão de entrega é janeiro de 2013.
Alto desempenho
Entre as 27 construtoras e as 29 incorporadoras que lançaram novos empreendimentos em 2011, o grupo formado pelas seis maiores empresas foi responsável por 55% dos lançamentos. A Pereira Alvim foi a construtora e incorporadora que obteve o mais elevado VGV, ultrapassando 11% do valor total atingido pelo mercado. No ano passado, foram seis lançamentos de diversos formatos. Entre eles, o Everest Residencial, que chegou ao mercado em dezembro de 2011, pode ser incluído no segmento dos residenciais de luxo. Com unidades de 287 m² e quatro suítes, o empreendimento está localizado na parte mais alta da avenida João Fiusa. O projeto, que segundo a construtora é o mais inovador e diferenciado já desenvolvido, também inclui área de laser completa. “O ano de 2011 foi de muito trabalho e de grandes realizações. Fechamos o ano comemorando o sucesso de todos os empreendimentos lançados pela construtora”, avalia José Roberto Pereira Alvim, diretor da construtora.
Segundo o empresário, as expectativas para 2012 incluem a consolidação dos empreendimentos lançados no ano passado. “Nosso foco serão os empreendimentos já lançados, com o intuito de garantir o prazo de entrega e o padrão de qualidade acordado com os clientes. Além disso, há alguns projetos maravilhosos que estão por vir”, antecipa José Roberto.
Para todos os bolsos
Em 2011, a Taxa de Vendas Sobre Oferta (VSO) chegou a 46%. Ao observar o índice de unidades vendidas detalhadamente, percebe-se que a comercialização de empreendimentos residenciais, loteamentos e condomínios de terrenos atingiu 55%, enquanto a venda de unidades comercial ficou em 28%. Um dos fatores que ajuda a explicar esses índices é o valor do metro quadrado: enquanto o preço médio dos lançamentos comerciais foi de R$ 5.500 por m², o valor médio dos empreendimentos residenciais foi de R$ 3.518 e dos loteamentos foi de R$ 399,00. Entre os residenciais verticais, a variação acontece tanto em função da localização do empreendimento — sendo o valor mais acessível na Zona Note, R$ 2.600, e o mais elevado na Zona Sul, 3.465 — quanto em relação à metragem — até 50 m², R$ 3.272, e de 101 a 180 m², R$ 3.852.
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