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Carnaval com saúde Confiras as dicas do portal da Revide para garantir mais duas noites de folia

A maratona do Carnaval exige cuidados especiais com a saúde para aproveitar ao máximo a festa e prevenir doenças a que todos os foliões estão expostos. Para garantir mais duas noites de folia é preciso tomar alguns cuidados que ajudam a assegurar um Carnaval sem surpresas desagradáveis. O primeiro passo para curtir o Carnaval com saúde é estar com as vacinas em dia. Elas protegem de doenças de fácil transmissão e vírus que estão controlados no Brasil, mas que podem ser transmitidos por turistas estrangeiros.

“Quem estiver com a carteira de vacinação em dia pode curtir o Carnaval mais tranquilo, pois entre os inúmeros benefícios das vacinas está a redução da velocidade de disseminação das doenças”, explica a Enfª Heloísa Capellaro Ferreira, responsável pelo Programa de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto.

Confira outras dicas para cair na folia e aproveitar o Carnaval.

Alimentação
Em diversas cidades brasileiras o Carnaval é comemorado 24horas por dia, com tantas opções, alguns foliões não se alimentam adequadamente e esse descuido pode debilitar o organismo. “Alimentar-se de três em três horas é o ideal, ficar longos períodos sem se alimentar pode levar à hipoglicemia e causar tontura e mal-estar, além disso, o corpo reduz o metabolismo, favorecendo o ganho de peso”, comenta a nutricionista Andressa Aguillar.

Para quem não quer perder tempo, o ideal é fazer uma refeição com carboidrato como pães, macarrão ou batata, se possível dê preferência aos alimentos integrais. “Com um alimentação completa é possível manter estável o nível de glicose no sangue, evitando situações de hipoglicemia e fadiga. O correto é levar um lanche para não perder a energia durante a festa, por exemplo, barrinha de cereal ou frutas. E para repor as perdas de nutrientes, ao final da festa, opte por uma refeição com fonte protéicas e ricas em vitaminas e minerais como filé de frango grelhado com salada”, indica a nutricionista.

Na hora de comer na rua, a atenção quanto à procedência dos alimentos manipulados é importante. “Evitar alimentos gordurosos por serem difíceis de digerir. Esses alimentos podem ocasionar indisposição”, lembra a nutricionista.

Desidratação
Ao som do samba, axé ou frevo a temperatura sobe ainda mais e o corpo perde muita água pelo suor. Por isso a dica é ter sempre uma garrafinha de água em mãos, sucos naturais e água de coco também são ótimas opções para repor o líquido. Para quem consome bebidas alcoólicas, a atenção deve ser redobrada. A nutricionista Andressa Aguillar ressalta que o álcool além de ser altamente calórico, pode causar desidratação, náuseas, vômitos entre outros sintomas indesejáveis. “Para aqueles que têm o hábito de ingerir bebidas alcoólicas a recomendação para homens é de no máximo 30g de etanol por dia, ou seja, aproximadamente 2 latas de cerveja ou 1 taça de vinho (300ml) ou 2 doses (50ml) de bebidas destiladas. Para as mulheres a recomendação é metade desta quantidade. É importante que o consumo do álcool não seja feito em jejum para evitar desconfortos gástricos”, frisa.


Sexo seguro
Durante o Carnaval aumenta o número de relações sexuais desprotegidas. De acordo com o Boletim Epidemiológico de AIDS-DST 2011 do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, metade dos jovens sexualmente ativos praticam relações sexuais sem utilizar métodos contraceptivos. Segundo a pesquisa de 1998 a 2010, o percentual de casos no país na população heterossexual caiu 20,1%, entre os gays, no entanto, houve aumento de 10,1%.

Para estimular o uso do preservativo e a realização do diagnóstico para HIV por meio do teste rápido o Ministério da Saúde lançou a Campanha “No Carnaval rola de tudo, só não rola sem camisinha”, o foco principal são os jovens, por isso, a campanha é dividida em duas etapas: antes e depois do Carnaval. “Aqui em Ribeirão a distribuição de preservativos já começou, além das unidades de saúde, disponibilizamos agentes na Rodoviária e durante o Carnaval de rua. Queremos reforçar as ações de educação preventiva e depois orientar quem está em situação de risco”, aponta a coordenadora do programa em Ribeirão Preto, Fátima Regina de Almeida Lima Neves.

Revide Online
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Divulgação

* Publicado em 20/02/2012

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