Analisando a venda de veículos em Ribeirão Preto, o ano de 2011 foi negativo. A Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aponta uma queda de 0,8% nos emplacamentos, com 37.664 unidades no ano passado, contra 37.971 em 2010.
Segundo Fred Guimarães, economista da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), há três fortes vetores que norteiam este panorama. “O ano de 2010 foi muito bom para a compra, com redução de IPI para automóveis e caminhões, além da adoção de uma política que estimulou o consumo”, explica Fred. Outro fator que implicou na retração das vendas em 2011, de acordo com o economista, foi o aprofundamento das políticas de créditos. “O Governo priorizou outros tipos de empréstimos. Quem financia, por exemplo, uma casa, geralmente não pode financiar ao mesmo tempo um carro”, aponta. O terceiro fator seria a política de juros, o que implicou em encargos elevados e em prazos encolhidos. “Quanto à política de reversão de juros, implementada no final de 2011, não houve tempo para o setor financeiro incorporá-la, o que não afetou o comportamento do consumidor, sem gerar um efeito considerável sobre as vendas”, comenta o economista.
Para o gerente comercial da Honda Koi, Sérgio Monteiro, as mudanças políticas e econômicas acalmam as vendas, principalmente no primeiro momento. “O consumidor em geral fica inseguro, mas esse fato é passageiro e as vendas logo retomam o ritmo e voltam a acelerar”, opina Sérgio.
O gerente comercial da Kia Matriz, Adriano Aguilar, afirma que, apesar de 2010 ter sido um dos melhores anos em crescimento e em 2011 ter havido praticamente um empate, o mercado chegou a posições satisfatórias. “Mantivemos empregos na indústria automobilística e, com a instabilidade do mercado europeu, há interesse de montadoras se instalarem no Brasil. Aquelas já instaladas aqui pretendem expandir sua atuação para novos pontos do país”, destaca o gerente, que também frisa um estudo realizado pela consultoria KPMG International. “Hoje, o Brasil ocupa a quinta posição no mercado automobilístico, disputando a quarta com a Alemanha e podendo ser o terceiro do mundo até 2016, atrás da China e dos Estados Unidos”, anuncia. Adriano lista alguns fatores do mercado brasileiro em 2011: crescimento de 3,63’% nas vendas no varejo, lançamentos de veículos, garantias maiores de produtos, novos consumidores e um possível aumentos das faixas das classes sociais, exigindo veículos com mais itens de conforto, segurança e tecnologia.
Para 2012, Fred analisa o mercado de forma positiva. “As empresas precisarão se livrar dos estoques e haverá mais concorrência. Com a trajetória de queda dos juros, o panorama possivelmente será melhor a partir do segundo trimestre”, destaca ele, lembrando que, no primeiro trimestre, o consumidor paga diversas contas — mensalidades escolares, IPTU, IPVA, parcelas do ano anterior, entre outras.
Prevendo crescimento de 5% no mercado ribeirãopretano, Adriano também enxerga 2012 com otimismo. “Assim como em 2010, teremos o Salão do Automóvel no segundo semestre. Ribeirão Preto tem a vantagem de ocupar o 16º lugar no ranking de frota do Brasil, o que estimula a economia da cidade e a constante troca de veículos”, diz o gerente da Matriz. Sérgio aponta o lançamento de novos modelos e a estabilidade econômica como pontos fortes para que 2012 seja melhor.
Texto: Marina Rezende
Fotos: Carolina Alves e arquivo
Nenhum comentário para esta matéria.
Mesmo com previsão de ser 15% menor, a safra 2012/2013 será a 6ª maior em 25 anos
A Revide prepara uma edição especial que apresenta homens e mulheres de destaque
Confira os representantes da música que estarão na Feira do Livro
Aliança Gastronômica de Ribeirão Preto busca profissionalização do setor alimentício
Salão do Imóvel e Feirão da Caixa criam condições especiais de compra
O veludo firma-se como tecido da temporada e reina nas araras das lojas
O canionismo é um esporte seguro que valoriza o trabalho em grupo