Impasse nas negociações
Depois de recusar a proposta de reajuste salarial de 5,56% da Prefeitura de Ribeirão Preto, os servidores municipais marcaram greve geral para o dia 26 de março. O Sindicato da categoria pede 16% de aumento, sendo 6,49% de reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e 9,51% de aumento real, com acréscimo no valor do vale-alimentação, de R$ 500,00 para R$ 724,00, entre outras solicitações. A Prefeitura propôs elevar o benefício para R$ 550,00, além da correção de 10% no valor da Cesta Nutricional paga aos servidores aposentados e da ampliação do teto para recebimento da Cesta Nutricional de R$ 1.518,00 para R$ 1.602,40. A proposta apresentada pela Prefeitura contempla 62 itens reivindicados pelos servidores, mas o índice de reajuste não foi aceito. Alegando entraves por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, a administração municipal propõe a correção com base no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). Em reunião com secretários e representantes do Sindicato da categoria, realizada no fim da tarde do dia 18 de março, as negociações chegaram nesse impasse. Na tentativa de pressionar o Executivo, um grupo de profissionais protestou durante o dia em frente ao Palácio Rio Branco.
O presidente do Sindicato, Wagner Rodrigues, notificou o Executivo sobre a decisão da categoria pela greve, mas se comprometeu a cumprir as exigências legais, que preveem que 30% dos servidores fiquem nos postos de trabalho.