Liminar protege a mata Santa Tereza

Depois do incêndio que destruiu 78 hectares da vegetação nativa da Mata Santa Tereza, mais de 50% dos 154 hectares, o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou ação civil pública com liminar de urgência contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo e a Fundação Florestal. Na ação, o MPE pede que haja o controle dos incêndios através da criação de uma brigada, o monitoramento aéreo da área, plano de emergência, vigilância diuturna da reserva, projeto de manejo da fauna existente, entre outras medidas preventivas. Com o período seco, os focos de incêndio reaparecem. A Justiça de Ribeirão concedeu a liminar de urgência pedida pelo MPE. Se as medidas não forem adotadas, imediatamente, a multa será de R$ 100 mil por dia. O Ministério Público também quer descobrir quem foi o responsável pelo desastre ecológico. A Prefeitura de Ribeirão Preto encaminhou ofício à Fundação Florestal disponibilizando 100 mil mudas de árvores nativas para recuperação da Mata de Santa Tereza. Os animais perderam o seu habitat e agora podem ser vistos nos fios de alta tensão de vários bairros da cidade. Esses animais correm o risco de morrer por falta de alimentação adequada.
Considera a maior seca já ocorrida no Brasil, nos últimos 80 anos, a estiagem castiga a região de Ribeirão Preto, aumentando consideravelmente o número de incêndios. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que de 1º de agosto a 2 de setembro houve 373 focos de incêndio em 47 cidades do Nordeste do Estado. Nos últimos dias, grandes incêndios nas áreas de Sertãozinho, Jardinópolis, Orlândia e Ribeirão Preto danificaram dezenas de hectares.
Foto: Ibraim Leão