Longa espera

Horas na fila à espera de atendimento médico ou de medicamentos: esta foi a realidade de centenas de moradores de Ribeirão Preto durante a semana. A greve decretada pelo Sindicado dos Servidores teve adesão de auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares de farmácia e auxiliares de saúde bucal. Mais de 14 Unidades Básicas de Saúde foram afetadas pelo movimento, que reivindica a redução de jornada de trabalho de 36 para 30 horas, como foi acordado no ano passado. De acordo com o dissídio de abril de 2013, a Prefeitura deveria ter reduzido a carga horária no dia 1º de fevereiro..jpg)
Na tentativa de suspender o movimento, a prefeita Dárcy Vera entrou com pedido de liminar na Justiça de Ribeirão Preto, que foi negado. Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que, no dia 3 de fevereiro, primeiro dia da paralisação, todas as unidades de saúde permaneceram abertas e que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funcionou com 100% de sua capacidade, sem nenhuma intercorrência..jpg)
A Secretaria informou que apenas 20% dos atendimentos foram afetados pela paralisação, sendo as áreas mais atingidas a coleta de material para exames laboratoriais e as salas de vacina. No entanto, o órgão percebeu que, durante as passagens dos sindicalistas pelas unidades de saúde, houve fechamento de portas e intimidação de pacientes. A Secretaria da Saúde está fazendo um relatório com todas essas situações para tomar as medidas administrativas necessárias. Em assembleia realizada na noite de segunda-feira, os servidores decidiram continuar a greve. Foi realizado, ainda, um manifesto no fim da tarde de terça-feira, em frente ao Palácio Rio Branco.