Memória italiana
.jpg)
Ribeirão Preto ganhou, recentemente, um espaço único, reservado para resgatar a trajetória dos imigrantes europeus na cidade, em especial, os italianos. O charmoso casarão da rua Tibiriçá, 776, adquirido por Edilah Biagi e Weimar Marchesi Amorim, foi doado ao Instituto Casa da Memória Italiana e se transformará na Casa da Memória Italiana. Construído em 1925 por Joaquina Evarista Meirelles, o imóvel foi comprado pelo usineiro Pedro Biagi em 1941 e teve como últimas moradoras suas filhas, Osônia e Ângela. Depois da morte das duas, a casa ficou sob a responsabilidade de Weimar e Edilah Biagi, presidente do Instituto, criado para gerenciar o museu. A casa, de amplos cômodos, abriga um acervo precioso, com móveis de madeiras nobres e talhadas, utensílios domésticos e objetos de decoração que guardam um pedaço da história dos imigrantes e também da família Biagi. As paredes são cobertas por pinturas no estilo “art nouveau” e o colorido dos vitrais das janelas da escadaria contrasta com o piso em madeira e a delicadeza das toalhas bordadas e das pratarias. Vice-presidente do Instituto, Maurílio Biagi Filho aponta que o local deverá abrigar palestras, oficinas culturais, biblioteca, exposições de arte contemporânea, entre outros eventos. Weimar diz que a abertura ao público ocorrerá apenas em 2015, depois das adaptações necessárias para poder receber os visitantes. Maria Augusta Scatena Lopes, neta de Pedro, morou na casa por 17 anos e está ajudando na organização do acervo do museu. Neto de Pedro, Maurílio pretende que todos os descendentes de italianos da região contribuam para resgatar essa história.
Foto: Ibraim Leão