Os salários da USP
Em meio a uma grave crise financeira, a divulgação dos salários pagos a diversas categorias profissionais da USP provocou polêmica no Estado de São Paulo. A controvérsia surgiu porque os salários de servidores da Instituição, em alguns casos, ultrapassam os R$ 20.662,00 pagos ao governador do Estado, Geraldo Alckmin. O tempo de serviço e a incorporação de outras vantagens são fatores determinantes para o aumento das remunerações. Um pedreiro com 28 anos de trabalho na USP recebe, por exemplo, R$ 9.024,98, enquanto um docente titular em regime de turno completo ganha, inicialmente, R$ 6,1 mil. Além dos ativos, servidores aposentados também recebem salários, que superam, em alguns casos, R$ 28,2 mil mensais. Em outubro, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a redução dos salários de mais de 1.970 professores e funcionários da USP que ganham acima dos R$ 20,7 mil mensais.
Em nota, a Universidade informou que cumprirá a decisão judicial tão logo conheça o texto integral do acórdão do STF quando publicado. Os vencimentos e os salários recebidos pelos servidores respeitam o teto remuneratório e o abate-teto é aplicado, se excedido o subsídio do governador ou o do desembargador do Tribunal de Justiça. Situações específicas, no entanto, podem exceder o teto remuneratório, em virtude de decisões judiciais ou de verbas consideradas indenizatórias pela legislação, a exemplo do abono de permanência e auxílio-creche. Para o reequilíbrio financeiro da Universidade, foram adotadas as seguintes medidas: suspensão de contratações e do início de novas obras, paralisação de obras em andamento e implementação do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária.
Foto: Júlio Sian