Palmeiras ameaçadas
Ribeirão Preto perdeu parte importante de sua história com a morte de duas palmeiras imperiais que foram transplantadas da avenida Jerônimo Gonçalves para a rotatória Amir Calil. Sem folhas e com o tronco aparentemente danificado por pragas como brocas e cupins, o que restou foi somente um fragmento das plantas imponentes, consideradas cartão-postal da cidade. Além da parte histórica, as plantas representam um risco à quem passa pelo local, pois as raízes estão fracas e podem cair a qualquer momento. Outras 30 palmeiras já morreram após terem sido replantadas. O trabalho de remoção das 128 palmeiras imperiais, realizado pela Prefeitura, aconteceu entre 2009 e 2010, para permitir o alargamento do córrego Ribeirão Preto, no projeto das obras antienchentes. A remoção de cada uma custou aos cofres públicos cerca de R$ 4.800,00, sendo parte arcada pela Prefeitura de Ribeirão Preto e outras 50 plantas retiradas com a doação da empresa Leão & Leão, executora das obras.
As primeiras palmeiras da avenida foram plantadas em 1903 por Max Bartsch, uma espécie de paisagista contratado pela Prefeitura e por Cassiano Esteves, funcionário da administração. Juntos, eles também foram os responsáveis pelo plantio da vegetação das Praças Carlos Gomes, XV de Novembro, Schmidt e das Bandeiras. Em nota, a Coordenadoria de Limpeza Urbana esclareceu que a Prefeitura, por meio do setor, realiza um levantamento para verificar os locais e a quantidade de palmeiras que sobreviveram com a transferência. Também serão apuradas quantas estão em situação de risco e quantas morreram.
Fotos: Julio Sian e Ibraim Leão