Sem consenso
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Nem mesmo o forte esquema de segurança, com a presença do efetivo da Guarda Municipal e da Polícia Militar, garantiu a realização da sessão da Câmara dos Vereadores de Ribeirão Preto no dia 19 de dezembro. Cerca de 200 manifestantes compareceram ao Legislativo para protestar contra um projeto da Prefeitura que autoriza a prorrogação da contratação de 356 professores temporários. Parte dos contratos vencia no dia 20 e outra, no dia 31 de dezembro. Os manifestantes chegaram por volta das 14h e permaneceram nas galerias gritando palavras de ordem contra os vereadores e contra o projeto a ser votado. Os vereadores Beto Cangussú, Marcos Papa e Ricardo Silva foram até as galerias conversar com os manifestantes na tentativa de negociar um acordo. Uma das propostas era reduzir o prazo da prorrogação de um ano para seis meses. Também se discutiria um prazo para a redução de servidores comissionados, mas os manifestantes não aceitaram a proposta..jpg)
Quando o presidente Cícero Gomes da Silva e outros vereadores entraram no plenário, os manifestantes os receberam com o lançamento de diversos objetos. Também foram atirados dois sinalizadores e três bombas de festa junina. Em seguida, houve uma tentativa de invadir o plenário, mas que foi impedida pelos guardas civis municipais (GCMs), que fizeram um cordão de isolamento no local. Em nota, a Administração Municipal informou que retirou o projeto em questão. O Executivo esclarece, ainda, que a Secretaria da Educação está convocando novos professores de acordo com as vagas existentes, porém, a Lei de Responsabilidade Fiscal impede a criação de novos cargos nesse momento. Daí a necessidade da prorrogação dos contratos.