Da função paterna,

Da função paterna

No mês de agosto comemora-se o dia dos pais. Uma data que mobiliza emoções e afetos e coloca em destaque questões associadas à paternidade e, mais especificamente, à função paterna. Assim como a função materna, diz respeito a uma função psíquica, que independe, portanto, do sexo da pessoa, sendo ambas necessárias para o desenvolvimento do bebê em suas etapas iniciais de vida.

Ao nascer, o bebê possui a condição de ser inteiramente dependente de pessoas que possam exercer essas funções. Ainda que a função materna seja essencial nesse momento, a função paterna também precisa existir, sendo condição fundamental para amparar e possibilitar à pessoa que desempenha a maternagem o exercício dessa função. Ao longo do desenvolvimento, o exercício da função paterna possibilita chamar a mãe de volta para a relação com o mundo, não mais restrita ao bebê, ao mesmo tempo que passa a apresentar o mundo a esse bebê. O psicanalista Ricardo Trinca aborda esse tema com muita sensibilidade, cujo texto pode ser acessado em: https://psicanaliseblog.com.br/.

Nesse sentido, possibilita-se pensar o quanto ambas as funções, materna e paterna, são imprescindíveis para o desenvolvimento, cuja vivência possibilita que possam ser internalizadas e integradas à personalidade. Podendo-se fazer uso dessas funções mentais, pode-se transitar entre elas, podendo-se ir além do culturalmente atribuído como papéis a serem desempenhados no que diz repeito a gênero sexual.

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Blog Diálogos Psicanalíticos

Ana Flávia de Oliveira
Por Ana Flávia de Oliveira Psicóloga, especializada em Psicologia Clínica e mestre em Psicologia, e-mail: anafolisan@yahoo.com.br
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