Aprendi a viver,

Aprendi a viver

Esta edição da Revide é a última que lançamos em 2021. Um ano complexo, cheio de angústias, sofrimentos, conquistas, perdas, assim como é a vida. Muito se falou sobre saúde mental, equilíbrio emocional e acredito que cada brasileiro sentiu na pele esse período da pandemia, ou porque perdeu alguém ou acompanhou a história de algum amigo ou parente que sofreu com essa doença. E não foi só a pandemia que nos fez mal este ano.

Também foi preciso enfrentar a crise econômica. As empresas foram obrigadas a se repensar, a se reorganizar. Muitas delas precisaram ficar menores, perderam pessoas importantes nos seus quadros. Enfim, um ano nada fácil.

Algo bom nisso tudo? Acho que essa nossa capacidade de ser resiliente, de acordar no dia seguinte e seguir em frente, sonhando, criando novas estradas para continuar a jornada. Quantas vezes parecia o fim do mundo e a nova manhã trazia mais uma esperança de um dia melhor.

Por tudo que passamos este ano, fica uma grande certeza: é sempre possível seguir em frente quando acreditamos e amamos aquilo que fazemos. E se tenho dúvidas sobre muitas pessoas, trago em mim a certeza de que busco cada vez me conectar com o que está em mim de mais verdadeiro. As minhas discussões estão cada vez mais centradas nas decisões do que faço com a minha vida. Para fechar o ano com um pouco mais de esperança, um texto que me é muito caro da Cora Coralina: 

Assim Eu Vejo a Vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro,
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

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Blog Reflexões do Cotidiano

Isabel de Farias
Por Isabel de Farias Jornalista e empresária, e-mail:[email protected]
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