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Seria a psicodelia o movimento musical desta década?

O jornalista Pedro Antunes, do jornal O Estado de S.Paulo, citou na semana passada, em um artigo sobre a banda britânica Temples, a nova onda psicodélica em que a música mundial está surfando.

Como Antunes lembrou, e lembrou bem, as bandas de garagem – que soavam lo-fi – da década passada, de certa forma, deram espaço para as guitarras embriagadas e músicas cheias de texturas que parecem ter saído de um tambor de ácido misturado com muitas cores e tem agradado com discos bem produzidos em lançamentos recentes.

Eu partilho da opinião do meu colega de que o estilo da vez no rock mundial seja a psicodelia e, possivelmente, este ar lisérgico possa ser a marca que futuramente rotulará esta década que viu nascer bandas como Tame Impala (Austrália), Boogarins (Goiás), Supercordas (Rio de Janeiro), The Wands (Dinamarca), Animal Collective (USA) e o próprio Temples (Inglaterra).

Estas bandas dão uma nova cara ao estilo que já foi representado pelos Beatles, Beach Boys, Pink Floyd, Rolling Stones, The Chocolate Watchband, Os Mutantes... e por aí vai.

Seria a psicodelia o movimento musical desta década?

Aos ouvintes/leitores sedentos por coisas novas (ou nem tanto), indico alguns discos para conhecerem o estilo que já está sendo chamado de Neo-Neo-Psicodelia:

Tame Impala – “Innerspeaker” (2010)
Animal Collective – “Merriweather Post Pavilion" (2009)
Supercordas – “A mágica deriva dos elefantes” (2012)
Boogarins – “As plantas que curam” (2012)

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Bruno Silva
PorBruno SilvaJornalista, e-mail:bruno@revide.com.br
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