A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS ESCOLARES,Rotina escolar;  professores, improvisar.

A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS ESCOLARES

 Perrenoud (1993) enfatiza ser a ação de ensinar uma atividade que exige pensar na urgência e agir na incerteza. Sempre gostei dessa ideia, pois ela nos ajuda a entender muita coisa sobre as competências docentes e as rotinas escolares. Para o autor,

 em caso de urgência, mobilizamos evidentemente fragmentos de representação e de conhecimento. Mas confiamos em grande parte em esquemas de acção, de percepção e de decisão parcialmente inconscientes (p. 108).

 O autor destaca que muitas situações práticas são estereotipadas e se repetem por serem semelhantes, tais situações são dominadas por conta de que os professores mobilizam esquemas de ação.Estes podem ser inconscientes ou conscientes, afinal a improvisação inerente a uma situação inédita, exige que o professor improvise. Tal improvisação deriva dos esquemas mentais disponíveis, portanto, o professor diferencia, ajusta e transpõe seus esquemas mentais.

Diante do exposto, é possível inferir que as rotinas do professor se referem às situações relativamente estabilizadas geradas pelo seu trabalho.

As pesquisas educacionais que priorizam o professor como pesquisador devem investigar tais rotinas como componentes importantes da vida escolar e dos processos de aprendizagem profissional. Tais rotinas são elaboradas e modificadas constantemente pelos professores. Este processo está relacionado à capacidade de construção de conhecimentos profissionais que os docentes possuem e ao enfrentamento dos complexos problemas da prática pedagógica (Pérez Gómez, 1992).

As rotinas podem ser definidas por esquemas práticos que os professores utilizam para conduzir seu trabalho diário. Elas envolvem as tarefas de avaliação, correção de tarefas, organização de atividades, dentre outras.

Considerando que as rotinas são construídas no cotidiano docente e apresentam-se enraizadas na cultura docente, Chakur (2000) acredita que elas possibilitam que se estabeleça uma semelhança entre os docentes. Nesse sentido concordamos com a autora ao afirmar que as rotinas escolares devem ser tomadas como categorias de análise investigativas em pesquisas que visam esclarecer o processo de tomada de decisão dos professores (Lastória, 2003).

E você, leitor (a) o que pensa sobre a ROTINA ESCOLAR?  Como é a sua rotina?

Profª  Drª Andrea Coelho Lastória- DEDIC-FFCLRP

Referências bibliográficas

 CHAKUR, C. R. S. L. Desenvolvimento profissional docente: uma leitura piagetiana. 2000. Tese (Livre Docência em Psicologia da Educação) - FFaculdade de Ciências e Letras, Universidade Est.Paulista, Araraquara.

LASTÓRIA, A. C. Aprendizagem profissional de professores do ensino fundamental: o projeto Atlas. 2003. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos. 

PÉREZ GÓMEZ, A. O pensamento prático do professor: a formação do professor como profissional reflexivo. Em: NÓVOA, A. (coord.) Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992. p. 93-114.

PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Lisboa: Dom Quixote, 1993.

 

 

 

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Elaine Assolini
Por Elaine Assolini Pedagoga, linguista, pesquisadora, e-mail:[email protected]
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