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2021: expectativas e realidade!

As evidências apontam que o Brasil está vivenciando um período de baixo isolamento social. Isso pode ser devido a vários fatores, como a necessidade do brasileiro em se expor para gerar renda ou mesmo uma incapacidade de se manter em isolamento por tanto tempo. Independentemente da causa, o fato é que encaramos uma segunda onda da pandemia da Covid-19 sem a mesma disposição em praticar o distanciamento social.  Soma-se a isso uma nova cepa do vírus, conhecida como cepa de Manaus, que é mais transmissível do que aquela presente na primeira onda da pandemia, e que acarreta maior número de infectados e possivelmente de mortos. O que esperar neste contexto? Um agravamento da situação. Não por acaso, no dia 25 de fevereiro de 2021 o Brasil registrou o maior número de mortes em 24 horas: 1.582 óbitos.

A preocupação central na pandemia foi sempre o esgotamento do sistema de saúde, uma vez que isso impede o devido atendimento de toda e qualquer pessoa que demande tal sistema, seja por contaminação por covid-19 ou qualquer outro motivo. Esse esgotamento se torna mais provável se o vírus se torna mais agressivo, o que parece ser o caso com a cepa de Manaus. De fato, várias cidades estão em rota de esgotamento das vagas de UTI – Porto Velho (RO), Manuas (AM), Teresina (PI), Fortaleça (CE), Florianópolis (SC) e Goiânia (GO) atingiram mais de 90% da lotação das UTIs no dia 25 de fevereiro de 2021.

Alguns argumentariam: “criem novas vagas de UTI”. O argumento está correto e, em alguma medida isso tem sido feito, porém há limitações. Uma UTI depende de ambiente apropriado, uma série de equipamentos, além de médicos e enfermeiros adicionais para acompanhar os pacientes. 

Normalmente, ao final de um ano fazemos um balanço comparando nossas expectativas e a realidade. Em 2021 a diferença entre nossas expectativas e a realidade já nos causa frustração em fevereiro. Nossa expectativa era a de vacinação em massa em 2021, mas ela tem ocorrido a conta gotas. Se, por um lado, ficamos muito felizes com a vacinação dos profissionais da área de saúde – nossa linha de frente no combate a pandemia –, por outro lado, não temos clareza sobre quando a população brasileira será massivamente vacinada.

O que nos resta? Mesmo cansados, deveríamos fazer um esforço adicional com respeito ao distanciamento social, ao uso de máscara e à higienização constante das mãos.  No entanto, mesmo estas conclusões óbvias são negadas por muitos, inclusive por autoridades que deveriam zelar pelo bem-estar do povo. Algumas frustrações serão resolvidas com o tempo, com o avanço da vacina da covid-19, para outras frustrações não há vacina que resolva. Uma pena!

Créditos da imagem: Engin Akyurt, do Unplash.

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Fábio Gomes
Por Fábio Gomes Neste espaço abordarei temas de Economia e de Gestão que se relacionam à nossa vida cotidiana., e-mail:[email protected]
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