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Dia dos Pais... de Vestibulando !

Queridos pais ( e mães ):

A participação de vocês nessa jornada é de fundamental importância para o sucesso do seu filho, da sua filha. Infelizmente, nem todos estão dispostos a entender essa fase dos jovens. Lembra quando vocês estavam grávidos desse seu filho, dessa sua filha? Todo o cuidado do mundo era pouco: não podia ter muito barulho, a alimentação da mãe precisava ser a melhor possível para nutrir o tão frágil ser que estava sendo gerado. Fumar ou beber não era adequado porque influenciaria o ambiente de criação. Cuidados e mais cuidados, todos eles justificados pelo AMOR. Agora, o ciclo se renova e você pai, você mãe, têm que fazer nascer uma nova pessoa: um estudante universitário!

Aqui vão algumas dicas de como viver este ano tão especial e ajudar seus filhos:

 

1. ATITUDES POSITIVAS

Você chega em casa do trabalho, passa por seu filho como se fosse um funcionário ou colega da empresa e, muitas vezes, não para um instante para conversar olho no olho. Se não há diálogo, como saber se o filho está com alguma dificuldade nos estudos? Ou na Vida ?

Ajude-o a ter bom desempenho nos estudos, converse sobre quais os melhores horários para estudar, os locais mais adequados, a melhor forma de conferir – juntos – se a escola, o cursinho, a metodologia adotada estão apresentando resultados positivos na conquista da aplicação do conhecimento.

Sem desespero, há opções como estudo orientado, plantão de dúvidas, aulas de reforço e, muitos pais, nessa hora, cometem um erro que pode custar a vaga: tomam a decisão “sozinhos”, não consultam a escola, que deve ser a parceira através do coordenador pedagógico e dos professores. Eles podem oferecer caminhos para ajudar o aluno.

Aproveite para “prestar vestibular” junto, oferecendo ajuda, carinho, compreensão, bronca, elogio, conselho.

 

2.CONDIÇÕES

Em quais condições ele estuda? Qual o ambiente externo de retenção da matéria? Você briga com seu marido, a ajudante da casa faz barulho com as panelas na cozinha, o filho caçula brinca com o cachorro e o filho mais velho faz um “bullying família”, pois ele já entrou na faculdade e desdenha os outros irmãos. Observe o ambiente de estudos, pois ele deve oferecer a menor quantidade de estímulos de distração possível para não haver grandes influências na concentração do estudante.

O que serviu como modelo de estudos para você, pode não ser o mais adequado para seu filho; todavia, é importante que ele escute a sua história, como foi sua vida de estudante e aprenda com sua experiência. Ficar massacrando seu filho, lembrando que o irmão mais velho passou direto ou que você mesmo entrou após estudar em escola pública, - e na primeira tentativa! - pouco contribui para a autoestima ou para o sucesso.

Se quiser saber mais um pouco sobre o ambiente de estudos, veja o post https://www.revide.com.br/blog/fabio-itasiki/um-ambiente-favoravel/

 

3. APOIO NAS RELAÇÕES AFETIVAS

Você já pensou por quantas “montanhas-russas emocionais” ele ou ela passará? O ser humano vestibulando continua sua saga pela vida dos relacionamentos que poderão oferecer o equilíbrio emocional necessário ou simplesmente desestruturar a autoconfiança, dissolvendo a possibilidade de uma vaga na faculdade. Serão relacionamentos com colegas, com amigos, com professores, com namorados, com parentes, com vocês. Adivinha qual o alicerce mais importante?

Nesse ritual de passagem de pais e filhos – você está preparado para sentir falta de seu filho se ele for estudar em outra cidade, em outro estado? – temos que lidar com ansiedade, relações sociais, carências, baixa autoestima, crises e frustrações. E é por isso que vocês devem se preparar para serem felizes !

 

4. BALADAS E NAMORO

Algumas vezes, apenas o olhar de repreensão dos pais quando o filho sai no sábado à noite para a balada já é uma forma de estressar mais ainda, tanto para os pais, quanto para o filho. Imagine que a escola, o cursinho tenha aulas até sábado à tarde. Não seria justo que uma pizza com os amigos pudesse marcar o fim da semana puxada de estudos? Não seria adequado que sua filha fosse dançar – ou até mesmo paquerar – com as amigas e os amigos? Vocês, pai e mãe, já fizeram “happy hour” com seus colegas de trabalho? Então vocês estavam errados?

Sei que muitos estavam loucos de vontade para ler que “sair no final de semana está completamente errado e que o aluno deve ficar estudando integralmente, porque bem naquele momento em que ele está se divertindo, tem um japonês estudando”. Mas não acredito nessa “clausura pedagógica” e alguns vestibulandos que passaram em primeiro lugar nas melhores faculdades afirmam que não abdicaram totalmente das baladas, mas que otimizaram o tempo disponível, inclusive para namorar.

 

5. INIMIGOS ELETRÔNICOS E NEMOFOBIA

Os “inimigos eletrônicos”: celulares, I-Pads, I-Pods, computadores, videogames, televisão podem “roubar” o tempo de estudos. Nesse caso, ponderação é uma boa palavra, pois acredito que se o aluno está cumprindo com suas obrigações diárias e com suas metas, como notas no simulado, por exemplo, ele pode se divertir através das redes sociais ou dos games.

 É claro que o problema não é o hardware, é o software. Computador – óbvio – é muito útil, mas alguns aplicativos são verdadeiros “ladrões de tempo” e o público deles é justamente a Geração Z – seus filhos – que têm pressa em fazer tudo, querem se conectar a várias mídias ao mesmo tempo e, de preferência, isolados com seus gadgets.

Alguns jovens, mas são casos ainda isolados, apresentam Nomofobia, ou seja, não conseguem ficar longe de seus brinquedinhos e se desesperam se não postam uma foto ou um comentário, se não mandam uma mensagem, e apresentam alteração de humor, estresse, nervosismo, acidez social.

 

6. INCENTIVOS

Tem pai que passa uma “segurança” fenomenal para os filhos, praticamente uma cama elástica embaixo da corda bamba: “este é o último ano que eu pago cursinho. Já paguei escola particular e se você não passar...”. Muitos pais ainda não prepararam seus filhos para as perdas ou frustrações e talvez a primeira e grande decepção da vida sejam os vestibulares.

Assim, alguns procuram as melhores formas disponíveis para preparar o vestibulando, oferecendo apoio e carinho, entendendo esse ritual de passagem. Outros pais - infelizmente para eles mesmos - não apoiam, não conversam, adotam a política simples da premiação animal, ou seja, um biscoito por um truque feito, um carro por uma vaga na faculdade. A Vida é mais que isso.

É muito mais importante elogiá-lo (não bajulá-lo ou mimá-lo!) quando os resultados forem positivos, quando a nota da prova ou do simulado melhorar ou quando a dedicação dele for mais intensa. Elogiar faz massagens na nossa autoestima e compõe as pequenas recompensas que o vestibulando deve ter nessa época tão difícil. Mas lembre-se que elogios devem ser sempre sinceros...

 

7. TEMPO E ESPAÇO

Bem, você já deve ter notado que eles querem fazer tudo ao mesmo tempo. É tudo muito intenso e, muitas vezes, efêmero. Então, quem será que poderia ajudar - sem prender ou impor (e esse é o grande desafio. É parceria, lembra?) - o seu filho, a sua filha a organizar os horários e a rotina de estudos ? A organização do tempo ajudará a diminuir o estresse, pois dará norteamento aos estudos.

 

Vocês, pai e mãe, têm que saber que quem aprova primeiro e aprova melhor são vocês! Parta do pensamento que o sucesso dos filhos é o seu sucesso, que você ofereceu a ele o melhor para que a jornada chegasse até aqui e agora, nas mais importantes batalhas, eles devem ter a capacidade que você ensinou.

Encoraje seu filho a ser FELIZ !

 

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Fábio Itasiki
Por Fábio Itasiki Jornalista e professor, e-mail:[email protected]
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