Índice só muda com intervenção.

Índice só muda com intervenção.

       Em um momento no qual o Ideb 2024 ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é apresentado e está sendo analisado por todos os profissionais ligados à Educação Brasileira, cabe, justamente, a reflexão de qual futuro se quer para o país e como está sendo a atuação dos professores nos espaços escolares para que as metas educacionais, além dos direitos de crianças, jovens e adultos sejam preservados como determina a Constituição Federal de 1988, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). 
      Sendo assim, por que é tão importante que professores estejam constantemente reavaliando suas práticas e alinhando seus saberes para que suas atuações estejam de acordo com as necessidades dos estudantes? De que forma a não garantia dos direitos é um prejuízo à construção da aprendizagem dos alunos? Como a falta de didática prejudica uma sala de aula inteira? 
       A sala de aula atual está completamente transformada por um universo de informações e estímulos, que não acompanha mais a passividade de atuações que não abusem de criatividade e interações dinâmicas, além de objetivas. Os alunos não conseguem mais estar conectados ao professor em aulas expositivas por muito tempo, pois o nível de atenção está muito comprometido, seja por falta de um sono adequado, excesso de tela, falta de alimentação, ansiedade, entre outros fatores que estão promovendo uma competição gigante com o conhecimento oferecido pelo professor. 
     Por isso, se o profissional da educação não conseguir observar seu aluno como um sujeito de necessidades, em alguns casos pontuais comuns à sala de aula como dificuldade motora para um tracejado de letra ou falta de habilidade com alguma operação matemática; em outros casos, questões externas, que, infelizmente, pertinentes, à muitos alunos em escolas públicas, como alimentação pela manhã, dores de cabeça, saudades de familiares, enfim, uma infinidade de motivos, que, às vezes, ainda provém até, da pandemia, não conseguirá ter êxito no processo ensino-aprendizagem, deixando alunos desassistidos. 
      E não assistir alunos, tirando licenças, ou deixando de lado aqueles que não sabem mesmo, fazendo pouco caso com expressões de Bullying,  evitando dar aulas até para uma turma inteira, nada mais é que negar o direito dos alunos a uma educação de qualidade, como prevê a Lei. E de quem é a responsabilidade? Da família, que não dá educação, disciplina, ou impõe regras e ensina se comportar na escola? 
     A Escola tem a função social de desenvolver  potencialidades físicas, cognitivas e afetivas do indivíduo, capacitando-o a tornar um cidadão, participativo na sociedade em que vive, garantindo sua socialização. 
     Sendo assim, ao lidar com qualquer grupo de alunos, o professor precisa estar preparado em sua missão de mediar a transformação de vidas, para que os alunos tenham condições de transformar suas realidades em algo muito melhor, com base no que foi construído junto com o professor. Acreditar que os alunos esperam que isso aconteça é ter em mente que a Educação é uma das mais incríveis profissões da área de Ciências Humanas. 
    Ser professor não é trabalhar de forma mecânica, desenvolvendo uma ação em busca de um salário apenas, como uma linha de produção. Ser professor é dar conta de lidar com vidas que precisam de um alguém que lhes diga por qual caminho seguir, assim como seguir e com quais limites e regras seguir. Crianças, jovens e adultos acreditam sempre que uma relação em que há limites, é uma relação na qual existe amor. Se alguém se importa, é porque esse alguém ama. Para as crianças, principalmente, construir uma relação afetiva com disciplina e organização na sala de aula, é muito importante. Pegar na mão de uma criança, para fazer um tracejado de uma letra, transforma a vida daquele serzinho.  
 

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