No Rio, com prazer

No Rio, com prazer

Com a medalha no peito depois da corrida

Eu e Sonia chegamos ao Rio de Janeiro na sexta-feira pouco antes do meio dia na companhia de outros sócios da Conceito. A idéia era emendar com o feriado paulista da segunda-feira, 09 de julho, data da Revolução Constitucionalista de 32. Fomos para o apartamento de meu irmão Pedro no Leme, um pedaço especial da capital carioca, uma cidade que finalmente acordou e se prepara, numa escala ainda a desejar, mas ao menos visível, para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Depois do almoço, realizamos uma antiga vontade. Visitamos o MAM – Museu de Arte Moderna, lá no Aterro do Flamengo. Uma exposição de arte contemporânea apresentava uma seleção de obras da coleção de Gilberto Chateubriand. Entre quadros e esculturas, aproveitamos deliciosamente aqueles momentos de desfrute da arte, parando em frente de cada obra, consumindo sensações e palpitando sobre o que o artista queria dizer, ou se queria, quando havia criado o que observávamos ali.

À noite, nos mandamos para a Lapa junto com meu irmão e em direção ao Rio Scenariun, uma casa noturna com três pavimentos incrivelmente decorada e movimentada. Curiosamente, encontramos lá mais ribeirãopretanos do que quando saímos em Ribeirão Preto ... Na saída, um caminhar pela Lapa, até o Arcos, guiados pelo Pedro, que nos apontou até mesmo o escritório onde trabalha o Eike Batista.

Na manhã seguinte, dia de praia, o tempo lindo e ensolarado. Bom pra caminhar pela orla, observar os milhares de cariocas que fazem das areias de Copacabana a sua academia, clube, consultório psicológico, badalação, enfim tudo muito democrático. O mar estava agitado com a mudança do vento que traria no dia seguinte a frente fria. Eu e Pedro entramos na água e nadamos lá na frente, sozinhos, uma permanente ondulação, olhando a praia de longe, os prédios e a geografia privilegiada do Rio.

Chegou o domingo, data da Meia Maratona cuja largada acontecia às 6h40 na Praia do Pepê, no início da Barra. O táxi ficou preso no engarrafamento em São Conrado e, quando lá cheguei, a prova já começara. Chovia fino, o Rio estava cinza, diferente, mas a temperatura era boa para correr. Não deu tempo nem de alongar e lá estava eu passando por túneis e elevados até chegar na Niemeyer.

Consegui encaixar um bom ritmo, 13 km/h, conforme planejado. Em pouco tempo alcancei o Leblon e logo depois Ipanema, onde cruzei com a Sonia vindo em sentido contrário, fazendo seu percurso personalizado de 10 km. Minutos depois, meu passo se mantinha constante em Copacabana e então veio Botafogo e a linha de chegada no Aterro. Total: 21 km em 1h37. Enfim, mais uma meia maratona no currículo, chegando inteiro e feliz. Na tenda da Corpore, finalmente alonguei, descansei e me esbaldei com as frutas. A Sonia também apareceu logo depois e voltamos contentes para casa.

Um almoço - risoto de salmão preparado pela Sonia com os amigos no apartamento do Pedro, uma cerveja à noite no Astor, em Ipanema, com os colegas da Conceito e, por fim, um saboroso sanduíche no Cervantes, em Copacabana, já na ceia, encerraram o domingão carioca de 100 anos de Fla x Flu, vencido por 1 a 0 pelo segundo.

Na manhã seguinte, dia de retorno a Ribeirão, logo pela manhã, a tentativa frustrada de visitar o Forte do Leme, fechado às segundas-feiras, transformou-e numa rápida visita ao Chapéu Mangueira, a favela eleita pelo governo carioca para servir de modelo de comunidade pacificada pela UPP e transformada pelo Estado. Centenas de operários trabalhavam na urbanização do local, uma iniciativa que nos deixa curiosos com relação ao futuro. Já imaginaram, daqui a 20 anos, dezenas de comunidades cariocas com total acesso a água, esgoto e luz, casas pintadinhas, vias urbanizadas, habitações pequenas mas decentes, com segurança para se viver, estudar e trabalhar?

Mas o Galeão nos esperava ainda antes do almoço. O Rio de Janeiro continua lindo e com prazer me recordo dos dias que lá passei. See you soon, Rio!

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