Videoviagens e "gravaventuras"

Videoviagens e "gravaventuras"

Afinal, chegou a hora de tirar a poeira de alguns DVDs armazenados na estante de casa com gravações em vídeo de viagens e expedições realizadas por esse escriba. Sim, desde os anos 90, armado de uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, registrei algumas pequenas aventuras sem grandes pretensões. De volta a Ribeirão Preto, editava o material para apresentar a parentes, amigos e, em algumas oportunidades, para ser exibido na TV.

Foi assim com a viagem para a Tanzânia e a ascensão do Kilimanjaro, em 2005, e com a volta a pé contornando a ilha de Florinanópolis, em 2006. A primeira, veiculada em três episódios no programa Terra da Gente, e a segunda, no Globo Esporte, em seis capítulos, ambas em parceria com a EPTV. E também teve, entre outros, vídeos de jornadas no Atacama (Chile), no Equador, na Argentina e em Portugal, esses últimos editados com a ajuda do Emir.

Pois bem, retaliamos agora todo esse material em trechos menores, com 5 a 8 minutos de duração. Passo então a postar nesse espaço essas saudosas experiências com o objetivo de compartilhá-las com você, leitor e internauta interessado em viagens. E começo a série com “gravaventuras” no Atacama, destino de montanhistas, motociclistas, jipeiros ou simplesmente de amantes da natureza esplêndida de todo o mundo, com destaque para os brazukas. O deserto, ao norte do Chile, é realmente um “escândalo”. Em outras palavras, dê um jeito para ir lá e conferir com seus próprios olhos - ou assista ao link desse post.

E assim fiz em junho de 2009 na companhia de três camaradas montanhistas: o fotógrafo André Dib (autor das fotos que aparecem no vídeo), o engenheiro Gera e o oftalmologista Luiz Guapito. Eram tempos de gripe epidêmica no Chile e Argentina, por isso nossa trip ganhou o carinhoso nome de “Expedição Influenza”. Voamos para Santiago e de lá pegamos uma conexão para Calama, onde alugamos uma camionete 4x4 que nos acompanharia por quase 10 dias.

Nossa base, claro, foi São Pedro de Atacama, um povoado internacional com jeitão do velho oeste, com muita poeira e forasteiros caminhando por suas ruas de terra. De lá, visitamos as atrações mais próximas, como o Vale da Lua, o Vale da Morte e o Salar do Atacama, e algumas um pouco mais longes, como o Salar de Tara, o Geiser de Tatio - onde escalamos nosso primeiro cume -, e os vulcões como o Lascar, ainda ativo, e o Licancabur, soberano na região.

Quando estivemos no incrível Geiser de Tatio, enfrentamos temperaturas abaixo de zero, mas ao final da visita não resisti e pulei numa piscina ao relento - de águas quentes, claro, mas para tirar a roupa, ficar de sunga e, depois, me enxugar, foi um martírio térmico. Ao menos, serviu para curar a dor de cabeça, fruto de nosso processo de aclimatação à altitude na subida ao topo do Cerro Copacoya, feita horas antes.

Foram dias intensos, de encantamento com as paisagens e cenários cinematográficos na companhia de divertidos amigos. Nos próximos textos, postarei novos vídeos com a continuação da Expedição Influenza e a conquista de vulcões com mais de 6 mil metros de altitude. Até breve!

 

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