O vinho: o desafio da escolha — 3

O vinho: o desafio da escolha — 3

No Velho Mundo, a França ocupa lugar de destaque com as Vinhas da Bourgogne e sua mais importante região, a Côte d’Or, que, por sua vez, é dividida em Côte de Beaune, ao sul, e Côte de Nuits, ao norte, onde predominam a tinta Pinot Noir e a branca Chardonnay. As Vinhas de Bourgogne incluem, ainda, a região de Chablis, onde se cultiva a Chardonnay, a Côte Chalonnaise, com brancos e tintos, e a Mâconnais, com seus vinhos brancos. Situada no extremo sul está a região de Beaujolais, com solo, clima e estilo de vinho completamente diferentes das outras regiões da Bourgogne, onde se cultiva a varietal tinta Gamay.

As regiões da Bourgogne são divididas em várias sub-regiões, todas elas produzindo seus vinhos com estilos próprios e características bem definidas. Na região de Bordeaux, a grande maioria de seus vinhos é elaborada pela mistura de diferentes variedades de uvas — assemblage —, como a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc, a Merlot, a Malbec e a Petit Verdot para os tintos e a Sauvignon Blanc para os brancos.

Na região de Pomerol, a Merlot é de longe a uva dominante, podendo chegar a quase 100%. Em St. Émilion, a Cabernet Franc ocupa destaque, bem como nos vinhos da região Sudoeste. No Rhône Norte, Syrah; no Rhône Sul, Grenache, Mourvédre e Cinsault; na Alsace, Riesling e Gerwurztraminer, e na região de Champagne, Chardonnay, Pinot Noir e Meunier. Na França temos, ainda, as regiões de Provence, Languedoc, Roussillon, Cahors, Vale do Loire, Vouvray e muitas outras relativamente pouco conhecidas, mas de grande importância.

A Itália não fica atrás, começando no Piemonte, com os famosos vinhos Barolos e Barbarescos elaborados com a Nebbiolo, os Barberas e os Dolcettos. As regiões do Alto Adige, Trentino, Veneto e Friuli — Venezia — Giulia. A Toscana se destaca com seus Chiantis, Brunellos e Montepulcianos; a região da Umbria, com o tinto Montefalco Sagrantino; e as regiões da Lombardia, Emilia-Romagna, Lazio e Abruzzo. Ainda na Itália, as regiões de Campania, Puglia, Basilicata, Calabria e as ilhas da Sicilia e da Sardegna, batizadas com o nome de Oenotria pelos gregos, que significa “terra dos vinhos”. Essas regiões da Itália nos aguardam ara uma visita em um futuro próximo, quando as conheceremos em detalhes.

A Espanha, com as regiões de Riojas, Ribera Del Duero — onde predomina a varietal tinta Tempranillo —, Priorat, Toro, Jumilla, sem nos esquecermos dos famosos vinhos fortificados que conhecemos como Xerez. Portugal, que além dos seus elegante vinho do Porto, Madeira e Moscatel, ainda nos brinda com tintos das regiões do Douro, Dão, Bairrada, Alentejo, Ribatejo, Estremadura e os brancos elaborados com a casta Alvarinho.

Na Alemanha reina a Riesling, ao lado da Gewürztraminer, e a Müller — Thurgau. Pouco conhecidos entre nós, ainda merecem destaque os vinhos do Velho Mundo elaborados na Áustria, na Grécia, na Suíça, no Líbano e na Hungria, com seu elegante vinho doce elaborado com a uva branca Furmint e que leva o nome de Tokaji.

Os Vinhos do Novo Mundo nos aguardam para breve. Até lá, um bom final de semana para todos nós.

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