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Pasta alla norma

Uma tradição culinária da Sicília, a Pasta Alla Norma foi batizada com este nome em homenagem à ópera Norma, de Vincenzo Bellini. Registros históricos sicilianos do século XIX dão conta de que o escritor, poeta e diretor teatral Nino Martoglio, ao apreciar a receita pela primeira vez, ficou tão impressionado que a comparou à obra-prima da música.


A BERINJELA
Em uma frigideira pesada e de fundo espesso, coloque três xícaras de chá de berinjela sem a casca e aparada em cubos. Em movimentos rápidos e contínuos com uma colher grande, regando delicadamente com azeite de oliva, cozinhe até a berinjela começar a “chorar” o azeite. Pulverize com sal, orégano desidratado e duas colheres de sopa de vinagre de maçã. Retire do fogo e reserve. 
 

OS TOMATES
Em uma assadeira, coloque seis tomates rasteiros bem maduros, cortados ao meio no sentido do comprimento e com as sementes. Regue com azeite de oliva, pulverize com sal e leve ao forno preaquecido a 180 graus por 45 minutos ou até que os tomates se desmanchem. Reserve.
 

O MOLHO ALLA NORMA
Em uma panela, adicione duas colheres de sopa de azeite de oliva, seis dentes de alho aparados em lâminas e uma colher de chá de pimenta ardida picadinha. Doure levemente, adicionando a seguir a berinjela e os tomates. Leve ao fogo e deixe borbulhar.
 

A PASTA
Cozinhe 500 gramas de Penne Rigate em abundante água fervente com sal e 2 colheres de sopa de azeite de oliva. Escorra e reserve.


FINALIZANDO E APRECIANDO
Aqueça a panela com o molho, adicione e incorpore a pasta. Distribua em quatro pratos fundos, pulverize generosamente com ricota ralada e folhas de basílico frescas. Um vinho tinto elaborado com a uva Nero d’Avola, para ser apreciado com moderação, seria um complemento ideal para a Pasta Alla Norma. Bom appétit!


A NERO D’AVOLA
Variedade de uva tinta cultivada na Sicília durante séculos, tem entre suas principais características a intensa coloração de seus vinhos, com nuances violáceas que nos lembra a Syrah, do Vale do Rhône. Seus taninos são carregados nos vinhos jovens, mas amadurecem e se tornam sedosos em um curto prazo de tempo, depois de engarrafados. 

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João Roberto
Por João Roberto Médico formado pela USP e consultor em food & wine styling and phtography, e-mail: la.pyramide@uol.com.br
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