Como você gostaria de ser avaliado?

Como você gostaria de ser avaliado?

            Ativo e interessante é o campo de pesquisa, e aplicação educacional, que investiga os métodos de avaliação de estudantes. Fruto do progresso nas áreas da psicologia cognitiva e da neurociência educacional, nele tem havido mudança nas idéias “sobre” a avaliação da aprendizagem, pendendo para a avaliação “para” a aprendizagem. Estudos focalizando preferências para específicos métodos de avaliação, bem como, relações entre características de personalidade, inteligência e abordagens para aprendizagem, identificam também preferências dos estudantes pelos seus métodos de avaliação. Além disso, novas formas de avaliação têm sido propostas, tais como, avaliação por pares e auto-avaliação.

            Estudo recente investigou correlatos individuais das preferências para diferentes métodos de avaliação do desempenho educacional, examinando, especificamente, a validade incremental das abordagens de aprendizagem, a inteligência e os traços de personalidade a predizerem as preferências para seis métodos de avaliação. Para isso, estudantes universitários completaram um teste de inteligência geral, um teste de personalidade, uma medida sobre sua abordagem de aprendizagem e um questionário de captura da preferência, por métodos de avaliação, que especificava seis diferentes procedimentos avaliativos.

            Os resultados indicam que, estudantes com baixos escores na abordagem para aprendizagem profunda, mas com escores elevados na abordagem superficial e baixos escores no traço de personalidade aberto para experiência, tendem a favor nas questões de múltiplas escolhas como avaliação. O padrão oposto ocorreu para a avaliação por ensaios: profundidade elevada, baixa superficialidade na aprendizagem e escores mais elevados na abertura predizeram preferência por ensaios. Aqueles que favorecem dissertações como técnicas avaliativas tendem a ser mais abertos, com menores escores na escala de neuroticismo, favorecendo a abordagem de aprendizagem profunda, mas não a superficial.

            Aprendizes estáveis, abertos e extrovertidos, com escores elevados na abordagem profunda e baixos na superficial, mostram preferência para exames orais. Conscienciosos, extrovertidos e centrados numa abordagem profunda, e para a realização, favorecem a avaliação continuada. Finalmente, as correlações mostraram que estudantes menos inteligentes e, também, menos abertos e conscienciosos, centrados num enfoque de aprendizagem com baixa realização, favorecem trabalhos em grupo.

            O resultado? Os três conjuntos de medidas explicaram entre 9 a 29% da variância nas preferências para os diferentes métodos de avaliação educacional. Todavia, as abordagens de aprendizagem específicas e os traços de personalidade, mas não a inteligência, foram, claramente, mais associados às preferências.

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