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A gestão Doriana

Doriana, não é apenas uma marca de margarina que desenhou a familia brasileira impossivel, feliz, de bem com a vida e com tempo pra degustar um pão com café.

Doriana passa a ser agora um adjetivo para qualificar o tipo de gestão que Dória - empresário e gestor moderno - pode ter o azar de imprimir na história de São Paulo.

As propagandas na TV da Doriana escondiam - pintavam de cinza - um outro cenário: transporte público inviável, cidades abarrotadas, esburacadas, inundadas de lixo e famílias obviamente não tendo tempo de tomar café.   

Sabe que eu até cheguei a acreditar que Doria, empresário e gestor, fosse fazer algo bom pra São Paulo (e ainda acredito).

Mas, começou muito mal.

Eu não gosto da maioria dos grafites que vejo, não gosto de pixo, mas tem coisas mais importantes em jogo do que gosto pessoal, uma suposta estética urbana ou "a tal cidade linda".

O fato é que (1) o espaço público nas cidades brasileiras é abandonado e mal cuidado e (2) a arte é - não uma das mais importantes produções humanas, mas sim coisa de vagabundo e drogado. Então, o grafite e o pixo denunciam isso! O desdém que temos pelas cidades e pela arte.

Doria, como gestor público deveria saber disso.

Aí me perguntaram, "se o Doria fosse de esquerda você nem estaria falando sobre isso, né?"

Acho que se o Doria fosse de esquerda, nunca teria feito isso... Aliás, não seria prefeito de SP... pelo menos não nesse momento.

A gestão Doriana, amaldiçoada pela margarina, vai se limitar a criar uma falsa imagem de limpeza e beleza ou vai no âmago da questão, ou seja, o abandono do espaço público e o desdém absoluto pela arte? 

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Blog Ciência e Saúde

Luís Fernando S. Pinto
Por Luís Fernando S. Pinto Psicanalista mestre em psicobiologia, e-mail: luisfernandossp@gmail.com
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