G20: Discursos vazios para surdos e cretinos

Caros indignados leitores, a conferência "ambiental" de Glasgow é, no mínimo, uma humilhação à nossa inteligência, tanto quanto todas as outras que realizaram o nada absoluto, ou seja, ninguém cumpriu a meta estabelecida por eles mesmos.

Sentados nas poltronas confortáveis de Glasgow estão os maiores caras de pau da história recente. Nenhum dos "líderes" mundiais fará absolutamente nada, como nenhum fez até agora. Biden tem até boas intenções, contudo, diz o ditado popular, "de bem intencionados, o inferno está cheio". Biden está cheio de gente que comprou o inferno para ele, financiando sua campanha. É a lei do eterno retorno.

A ONU não serve para nada, nem para fiscalizar ou cobrar nada. É sustentada pelos EUA, deve-lhe até a cueca. Sem a mesada dos EUA, os diplomatas não teriam nem cafezinho, nem jantares nababescos. O que se faz na ONU? Discursos.

São esses líderes, os membros mais vorazes da minha geração, da que entregará o planeta devastado aos seus filhos, criados para consumir, portanto para destruir e poluir. Esperam, com os cupins comendo suas caras, que seus netos (vítimas da deseducação promovida pela pandemia) façam o que não fizeram.

O planeta Terra não passa cheque em branco para ninguém. Está cobrando a conta agora. Ocorre uma catástrofe ambiental atrás da outra em vários lugares do mundo. Todos somos culpados. Não há inocentes no meio do caos.

Diminuir a emissão de gases poluentes até 2030? Só pode ser brincadeira. Como? Vamos acabar com o capitalismo e, portanto, com o consumismo de uma hora para outra? Vamos jogar uma bomba em cima do Facebook para acabar com os algorítimos?

Quem deterá a ganância chinesa, o capitalismo americano, a subserviência do Brasil, refém do agronegócio e das grandes potências que compram madeira roubada da Amazônia e ainda ajudam o governo a promover o extermínio das comunidades indígenas, que atrapalham as negociatas.

É hipocrisia criticar o governo do país do qual roubam e ajudam a sustentar para dizer que não viu o que viu. É tudo jogo de cena.

Bem fez o Brasil que não tinha nada a dizer, nem a fazer, nem a propor. O presidentemandou um discurso pífio, gravado para apaniguados cheio do nada absoluto

Solenemente ignorado, o presidente saiu mais cedo, sem participar do regabofe e foi fazer turismo na cidadedezinha dos seus ancestrais na Itália, com o meu, o seu, o nosso. O presidente fez o que se esperava dele: mandou o sinistro do meio ambiente mentir em discurso gravado, propor metas inalcansáveis, logicamente sem dizer como e ponto final. Bem fez o primeiro ministro da China, que não foi. Mentir descaradamente via telões disfarsa dedos cruzados. Como faria para aplacar a ganância cinesa para dominar comercialmente o mundo? Os capitalistas chineses não permitiriam. Bem fez o ditador russo Vladimir Putin que não tinha nada a propor, preferiu ficar em casa massacrando a oposição, cansada de suas falsas promessas.

2030? 50% da emissão de gases? Piada. Não à toa os americanos são tarados por filmes em que os seres humanos são transformados em zumbis, como se já não o fossem.

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Luiz Cláudio Jubilato
Por Luiz Cláudio Jubilato Professor de Língua Portuguesa, Redação e empresário , e-mail:[email protected]
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