INVENTÁRIO DE NÓS
INTENTÁRIO DE NÓS
Nós.
Nós somos nós.
Todos nós.
Nós rimamos com sós.
Todos sós.
Este é o inventário de nós.
Neste ano o que fizemos de nós?
Nunca houve tantos tão sós, desatando nós
Poderíamos ser diferentes?
Sim, revolver valores, saberes, cores, sabores, amores...
Sim, estudar para saber; ler para crescer; escrever para viver.
Nunca certezas. Certeza é nó.
Deveríamos ser condescendentes?
Com a canalha que nos assalta na calada da noite? Jamais.
com a caterva que fabrica leis na madrugada? Jamais.
com a camarilha que conta com a alienação?
Deveríamos ser coniventes?
Com passado o qual remoemos para revivê-lo no presente?
Com o futuro o qual mudaremos se não ficarmos dementes?
Não. Mas, não aprendemos nem com a história, nem com a memória:
ainda somos racistas, arrivistas, calculistas, oportunistas...
Não. Mas, ainda cultivamos o ódio contra grupos minoritários, solitários
Este é o inventário de nós.
Descobriu ideias que valem a pena? Deixou-se convencer por ideias pequenas?
Valorizou os amigos sinceros? Valorizou os gritos de inimigos severos?
Quanto capital acumulou? Quantas propriedades comprou? Quantas vezes pensou: quem realmente sou? Para onde vou? O que quero de verdade? O que quero realmente é sinceridade?
Quantas vezes a sua consciência, com discernimento, consultou? A quantas mentiras, por vaidade, capitulou? A quanta fofoca se entregou? A quantas pessoas ajudou? Quantas vezes se esqueceu de quem ajudou?
2025:
É mais um ano que vivemos em perigo; é mais um que dos dedos indicadores protestaram em riste, de mentiras e meias verdades ao qual só o radicalismo resiste. É o ano em que de propósito, criaram confusão entre liberdade de expressão e censura, para esconder a pior caverna do pensar: a autocensura.
O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons, disse o pastor evangélico Martim Luther King)
Quem criou a relatividade da linha do tempo de Kronos é um gênio. Criou a esperança de que tudo vai mudar para ficar igual. Precisamos desatar os nós que existem em nós, para que, nesta incompletude, em que afinamos e desafinamos, não fiquemos sós.