O PROBLEMA É O ENEM
O PROBLEMA NÃO É VOCÊ; O PROBLEMA É O ENEM
MEUS SEMPRE ALUNOS:
Se vocês esperavam uma nota maior na redação do ENEM e não conseguiram, ao contrário, a nota decaiu, protestem nas redes sociais e no site do INEP. Há uma enchorrada de reclamações sobre a mudança de critérios de correção das redações.
Vários corretores vieram a público reclamar da falta de clareza:
Vou explicar alguns motivos:
1º. O INEP tem que explicar como foi corrigido um volume tão absurdo de provas em tempo recorde: entre 5 e 22 de dezembro. Não faz sentido um corretor experiente, que passou por treinamento, esperar um pacote de provas para corrigir e ele não chegar. Em seguida, é informado que as redações já foram corrigidas. Quem corrigiu?
2º. Em inúmeras aulas e plantões, explicamos que não poderia haver a correção em cascada, ou seja, o participante não pode ser penalizado em mais de uma competência pelo mesmo erro. Nos manuais publicados pelo INEP, nos treinamentos de corretores, isso é pontuado. O INEP mudou esse critério depois de as provas já terem sido aplicadas.
3º. Segundo vários professores, a disparidade de notas foi absurda de um ano para outro. Alunos que tiraram acima de 900 em uma prova mais difícil em 2024, não chegaram a 800 em um tema muito mais fácil (esperado) em 2025. Como explicar?
4º. Segundo vários depoimentos de corretores, não há clareza sobre quantos pontos descontar, quando identificados os tais “repertórios de bolso”. O problema é que há exemplos de “repertórios de bolso” no manual do candidato de 2024, explicando que meras citações, pensadores e obras desgastados, devido ao uso excessivo em redações anteriores, não configuram repertório cultural produtivo. É por esse manual que os professores se orientam. O INEP não fez valer o que ele próprio publicou?
5º. O último absurdo: o SISU aceita que o aluno use a nota de um dos três últimos ENEM para se inscrever pleiteando uma vaga na universidade. Por que é um absurdo? 1º. Temas com graus de dificuldade diferentes; 2º. Bancas corretoras diferentes; 3º. Critérios de correção diferentes.
O Criar usou toda a sua experiência para evitar que seus alunos fossem surpreendidos, baseou-se nas publicações do INEP sobre como corrigir os textos. Nossas aulas sobre repertórios culturais e atualidade trouxeram abordagens que fugiram do senso comum. Nossos alunos não foram surpreendidos, haja vista os nossos resultados.
Luiz Cláudio Jubilato
(Coordenador geral do Criar Redação)