O QUE EU FAÇO?

O QUE EU FAÇO?

 

(Prof.: Luiz Cláudio Jubilato)

 

Tenho algumas teorias:

 

1. A terapia do ursinho: Compre um ursinho de pelúcia: um daqueles grandes. No auge do estresse, vale dar uma sessão de porrada nele. Viu? Descarregou o estresse. E não cometeu nenhum crime contra a fauna. Travesseiro também serve, desde que bem fofinho. Nada substitui uma guerra de travesseiro.

2. A terapia do grito: Vá para algum lugar onde não apareça ninguém para encher o saco, nem que ache que você que é doido(a). Grite, grite, grite até desestressar. John Lennon sabia das coisas.

3. A terapia do shopping: Existe algum lugar melhor do que um shopping para não fazer nada ou fazer o que gosta (compras). Além disso, há até cinema, sorvete, comida japonesa, tem até livraria. Bale qualquer filme: uns desestressam por culpa do medo; outros, por culpa da emoção; outros porque querem matar o vilão; outros engraçados, em que você não achará graça nenhuma.

4. A terapia do beijo: Quem pode, pode. Beije até querer mais. E mais. E mais. Beijo desestressa que é uma beleza. Se não há ninguém, está mais perdido que marido no parto, arrume alguém só para beijar. Todo mundo no mesmo barco, todo mundo carente.

5. A terapia do abraço: Abrace as pessoas que ama ou gosta ou tem alguma afinidade ou até vestibulandos(as) dispostos(as) a um momento de bondade. Mami, Papi e namorado(a) são imbatíveis nessa questão. Irmão "mala" não. Você é capaz de, ao invés de abraçar, enforcá-lo(a).

6. A terapia do choro: Junte a galera em casa, ofereça água e suco (suco de cevada, jamais) e reclame, fale mal de todo mundo, espere até alguém dizer que não vai passar, ele(a) puxará o cordão, chore até desestressar. Diga que também não vai. Chore mais um pouco. No outro dia, "detone" na prova e "está" tudo certo.

7. A terapia da agulhada: fazer acupuntura dá um medo danado, contudo aquelas agulhas fazem um bem danado. A delícia da agulhada vem depois, junto com a endorfina que ela libera. A gente perde até o rumo de casa.

8. A terapia do vamos ver no que dá: encontre com pessoas com alto astral. Se você acha que ir a uma igreja ou a um centro religioso ou à missa da bênção da caneta ou a um psicólogo ou a uma pesca e pague, vá. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

9. A terapia da madrugada: A pior coisa do mundo é deitar e ficar olhando para o teto pensando que não vai passar. Pegue um livro. Você não vai passar da segunda página. Sono ensina. O que você faz, se mesmo assim, não conseguir? Faça alongamento, alongamento, alongamento. Faça deitado(a) na cama mesmo. Os japoneses dizem que alongamento é vida. Será que é por causa disso que vivem 100 anos ou passam nos vestibulares?

10. A terapia do ombro: as pessoas com maior experiência em vestibular são os seus professores. Em algum momento, converse com o que tem maior afinidade. Se sentir que ele está mais estressado do que você, console-o. Você vai se sentir muito importante e isso é muito bom. Troca é muito bom.

11. A terapia do riso: Rir de si mesmo(a) é a melhor coisa que existe. Junte-se com quem tem afinidade com você, para lembrar os "micos", que você pagou, que seus amigos pagaram, que o professor pagou durante o ano, faz um bem danado. Tire a seriedade da escola e do vestibular.

12: A terapia da galinha: Solte uma galinha no quintal ou em um terreno qualquer. Corra atrás de dela, dá um cansaço danado, mas uma satisfação imensa, quando se pega uma, a sensação é tão intensa quanto se dar bem em uma prova de ENEM. Um alívio. Você terá que desenvolver uma estratégia, correr. Suar.

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