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É possível adoecer por falta de dinheiro?

“A falta de saúde gera falta de dinheiro” ou “A falta de dinheiro gera falta de saúde”?
 
Um pesquisa nacional realizada em 2017 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levantou dados impressionantes relacionados a saúde física e mental do consumidor quando se encontra em situação de inadimplência.
 
Segundo a pesquisa, foi constatado que 69% dos inadimplentes se sentem mais ansiosos com dívidas e apresentam sentimento de insegurança (65%) e baixa autoestima (56%). Identificou-se, também, que 21% dos entrevistados desenvolvem algum vício na inadimplência, como cigarro, comida ou álcool. Assustador, não é mesmo?
 
Está mais que comprovado que a falta saúde financeira não é um problema isolado, uma vez que atinge todas as áreas de nossa vida. Uma pessoa devedora pode ter dificuldades em seu ambiente de trabalho, ficando menos paciente com as mudanças ou com os colegas que convive diariamente. Isso pode acarretar conflitos em seus relacionamentos familiares, alargando ainda mais o sofrimento que é inerente a inadimplência.
 
O consumidor inadimplente entra em um círculo vicioso que é difícil ser quebrado: a saúde financeira não vai bem, vive estressado no trabalho, causa discussões em casa e não sabe qual é o caminho para pedir ajuda e se salvar dessa desordem que virou sua vida, afinal, ainda sente vergonha por se encontrar nessa situação.
 
No entanto, uma pessoa desesperada não consegue ter uma visão da clara do contexto em que está, muito menos conseguirá buscar alternativas viáveis que resolverão essa adversidade (e isso vale para todos os problemas, não somente os financeiros). Mas, como enfrentar esse desafio e sair da inadimplência?
 
Primeiro ponto é: mantenha a calma. As dívidas já foram contraídas e não é possível alterar o passado. O que resta é alterar a sua visão e comportamento diante dos fatos. E, como fazer isso? Conversar com familiares ou amigos de sua confiança pode ser o primeiro passo. Pedir ajuda, as vezes só para que alguém o escute já pode tirar um peso muito grande de suas costas. É necessário aliviar a tensão e agir de forma racional entendendo a origem e o tamanho do problema, pois só assim você saberá o que é preciso fazer para solucioná-lo.
 
O segundo ponto é analisar, sozinho ou com a sua família, todo o seu orçamento, desde a sua receita (o dinheiro que entra mensalmente), os gastos e, o mais importante nesse momento, a sua dívida. A partir disso é possível avaliar a situação com mais clareza, saber quais saídas são viáveis, se será preciso só reorganizar os gastos ou fazer renda extra, por exemplo.
 
Sem ter a consciência do problema não é possível resolvê-lo. Isso só causará ansiedade, vergonha e estresse. Entretanto, é importante ressaltar que a consciência também não retira esses sentimentos, apenas atenua porque você terá em mente: eu tenho o problema, mas já assumi o controle e estou trabalhando para solucioná-lo.
 
Lembre-se que é na dificuldade que nos tornamos mais fortes; há muito aprendizado nisso, basta mudar a perspectiva que você tem em relação ao problema. Afinal, tudo o que você foca, expande! A dívida já está feita, não há como voltar atrás, então porque focar nela e não na solução para resolvê-la?
 
Até a semana que vem!
 

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Mariana Furtado
Por Mariana Furtado Um pouco de sobre empreendedorismo, negócios, carreiras e, uma das minhas paixões: livros! , e-mail:[email protected]
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