Você já ouviu falar sobre a gestão colaborativa chamada Dragon Dreaming?

Você já ouviu falar sobre a gestão colaborativa chamada Dragon Dreaming?

 

         Um tempo atrás conheci esta metodologia de grupo para trabalhos colaborativos extremamente completa, didática e, principalmente, amorosa: o Dragon Dreaming.

         Completa porque integra o racional com o emocional, didática porque tem todo um passo a passo e uma coerência de processos muito eficazes e amorosa porque tem como base o respeito, a empatia, o ganha-ganha, o centramento na essência e a ausência de julgamentos pela consciência das sombras, assim como as armadilhas do ego. 

         Também identifiquei outras metodologias e princípios que estão alinhados com minha visão e princípios como o método socrático, o mindfullness, a constelacão sistêmica, a comunicação não violenta, a teoria U, o open space, a liderança circular e consciente, a complexidade, a física quântica, a sociocracia 3.0, as organizações evolutivas e em rede, o desing thinking, a mediação de conflitos, as dinâmicas de grupo, o psicodrama, entre outras. 

         O próprio co-autor diz que a metodologia Dragon Dreaming é  “Amor em Ação”. Simplesmente lindo, e muito longe de ser utópico e ingênuo, super prático, objetivo e real. 

         Hoje existem várias comunidades com vários facilitadores e multiplicadores que buscam compartilhar esta metodologia pelo mundo. 

 

Mas o que é a metodologia Dragon Dreaming? 

 

         Dragon Dreaming é uma metodologia de gestão e projetos colaborativos que ajuda de forma leve, acolhedora e amorosa a tornar o sonho coletivo em Realidade. 

         Ela parte de um conjunto de princípios e processos estruturados passo a passo num sistema cujo objetivo é realizar projetos colaborativos a partir de uma co-criação ou de uma inteligência coletiva. 

         O responsável por esta metodologia é John Croft, um australiano que viveu com os aborígenes da Autrália, se tornou membro da Fundação Gaia da Austrália Ocidental e pesquisou profundamente o motivo porque alguns projetos colaborativos davam certo e outros não. 

         Ao longo de suas experiências e descobertas e inspirado: no “trabalho que Reconecta” de Joanna Macy, na Ecologia Profunda, na teoria dos sistemas vivos mundiais, nos  elementos das teorias quântica, do caos e da complexidade, John percebeu que os projetos que davam certo tinham uma equipe coesa e colaborativa que sonhava e celebrava muito, além de honrar sua ancestralidade, reconhecer todos seus membros e conhecer suas histórias. 

 

         O propósito da metodologia D.D. é:

 

1.formar e fortalecer comunidades.Em outras palavras, acionar o melhor de cada um e envolver todos na realização um sonho coletivo com alegria e comprometimento)

 

2. crescimento pessoal  ou compromisso com a nossa própria cura e empoderamento.Em outras palavras, amadurecer as pessoas e o grupo para enxergar sua própria sombra, seja ela individual ou coletiva, com responsabilidade e empatia.

 

3. Estar a serviço do bem comum, melhorando o bem-estar e a prosperidade de toda a vida.Em outras palavras, sem ego, mas guiado pela essência e pelo propósito além dos próprios interesses) 

 

         Esta metodologia parte de 4 passos principais: sonhar, planejar, realizar e celebrar.

         De acordo com o curso a metodologia possui ao todo 120 processos, mas pode muito bem ser simplificada de acordo com o grupo.

         Outro ponto importante é que como se trata de uma rede, é natural que esses processos estejam em constante evolução. 

         Cada uma das etapas da metodologia — Sonhar, Planejar, Realizar e Celebrar — pode ser considerada um fractal de todo o processo, ou seja, todas as fases podem também compor uma única etapa.

 

O sonhar

         O sonhar começa quando alguém compartilha sua visão de futuro com outras pessoas e depois junta o seu sonho com o sonho dos demais que querem fazer parte.          

         Este desapego do primeiro sonhador é uma parte da  semente lançada que será transformada na semente do grupo e este passo é essencial para o engajamento genuíno do grupo e a criação do sonho coletivo. 

         Uma das perguntas mais importantes neste momento é: “O que este sonho precisa ter para que seja 100% seu?”

 

O planejar

 

         Enquanto que o estágio do sonhar é centrado na conexão da diversidade e em coletar o máximo de ideias possível, o estágio do planejamento é de foco, destilação e filtragem de todos os temas. 

 

Nesta etapa são definidos os objetivos e as metas e combinado os primeiros passos necessários para organizar tarefas, responsabilidades, tempo e orçamento.

Todo o processo é co-construido e validado em grupo de forma democrativa e colaborativa e é feito com desenhos, planilhas estruturadas, mapas, post its, cartolinas, etc

Todas as etapas são didaticamente esclarecidas como:

1) definir objetivos; 

2)desenhar estratégias; 

3) definir prioridades; 

4) distribuir tarefas e responsabilidades ( cada um escolhe o seu;)

5) reavaliar o planejamento,

6) contabilizar o projeto e 

7) verificar o comprometimento de cada um  

 

Realizar

 

         É no fazer que se integra a teoria na prática e transformar sonhos em realidades.

 

         Além do resultado, o maior ganho da metodologia é a evolução individual e coletiva a partir das oportunidades de aprendizagem e crescimento.

 

         É na fase da realização, mesmo dentro dos passos do sonhar ou planejar que cada um é convidado a sair da sua zona de conforto e entrar no não saber, estender seus limites e enfrentar seus próprios dragões ou sombras, muitas vezes acionadas por pessoas que incomodam você ou que você os rotulou de  antagonistas ou pessoas chatas que confrontam ou simplesmente causam desconfortos.

 

         Nesta fase, não só se administra recursos e gerencia projetos externos, como se procura jogar luz para o que acontece dentro do mundo interno: os desconfortos, atropelos, erros, omissões, falhas de comunicação.

 

         Este é o lugar onde muita coisa “ruim e errada” pode acontecer e ao invés de ver com esta crença de ego e julgamento, é feito o convite para resignificar o erro como oportunidade de aprendizagem e crescimento e enxergar com auto-compaixão os seus, assim como compaixão para com os demais.

       

         Enfim, precisa ser leve e divertido, assim como se faz o possível para minimizar riscos e sofrimentos.

 

Nesta etapa: monitora o progresso; põe a mão na massa e reavalia.

 

O Celebrar

 

Celebrar é um dos maiores diferenciais da metodologia e uma das etapas mais importantes para o sucesso e a realização do sonho coletivo.  Não é festa ou oba oba, mas um movimento muito importante de gratidão, agradecimento e  reconhecimento dos esforços. 

O celebrar reconecta o Realizar com o Sonhar e funciona como um combustível que retroalimenta a motivação que leva as pessoas a dar o seu melhor. 

 

Celebrar é reconhecer e expressar a profunda gratidão à cada um que contribuiu no nosso caminho. Sistemicamente ele respeita o princípio da pertinência e da ordem quando reconhece a importância de cada um e honra quem chegou primeiro. 

É nesta fase que se vê o amor em ação. Quando se celebra cada membro do grupo é convidado à ver a luz, ao mesmo tempo a vulnerabilidade.  Espera-se que o projeto tenha 25% de celebração em cada etapa e pode incluir ações como: contação de hitória, danças, música e canto, momentos de reconhecimento e gratidão, festas, confrarias, reuniões com lanches comunitários e música

 

Em resumo seguem alguns pontos luminosos desta metodologia: 

1.  A transformação no sonho individual em sonho coletivo 

2.  Princípios de amor, ganha-ganha, inteligência coletiva e mindfulness (atenção plena, centramento). ser guiado pela essência(luz) e não pelo ego (sombra) 

3.  A busca de uma conexão saudável com os envolvidos através da auto-consciência e na auto-responsabilidade de cada um no processo de amadurecimento pessoal junto com o crescimento do grupoe amadurecimento do grupo

4.  O fortalecimento da confiança e a capacidade de convergir na ação coletiva; 

5.  A inteligência e o aprendizado coletivo através das relações, das práticas, do centro vazio, do espaço do não saber e do não julgamento.

6.  A importância do meio e não no fim, no como fazer e não somente no que precisa ser feito

7.  O cuidado e a atenção nas ações de sonhar e celebrar 

8.  Na auto-consciência e na auto-responsabilidade do processo de amadurecimento pessoal junto com o crescimento do grupo 

9.  O que não é divertido não é sustentável. Precisa ser leve e prazeiroso

10. Ser guiado pela essência(luz) e não pelo ego (sombra) 

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