A propósito
Entre as dezenas de mensagens que chegaram por e-mail no final de ano, uma explicitava que “tudo é tragicamente transitório. Tudo muda, tudo passa... O amor, o sexo, a amizade, o ideal, a idade... Talvez o ideal para atenuar este expediente é saber dar tamanho as coisas, nem subestimá-las quando grandes, nem superestimá-las quando ridículas. Para sobreviver neste mundo, há que ser verdadeiro, não basta ser coerente. O crescimento — este entendimento do sincronismo entre a existência e o passar dos anos — é exigente e cruel. Assim, diante do novo ano, a primeira pergunta a ser feita é: — Quem é este novo eu? Detentor desta realidade é que saberemos como gastar e partilhar este privilégio que é a vida. Do contrário, como geralmente acontece, corremos o risco de esbanjar este bem precioso, cinicamente, sem pudor e nenhum critério”.