CPI do Stock Car
O pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o convênio da Stock Car serviu para tornar pública uma manobra para impedir novas investigações. O pior é que o artifício encontra respaldo no regimento interno da Câmara de Vereadores. O Legislativo não pode ter mais do que cinco CPIs em andamento. Assim, a sexta, que investigaria o repasse de R$ 2 milhões da Prefeitura de Ribeirão Preto para a Stock Car não pode ser criada, enquanto as outras “intermináveis” cinco não chegarem ao final. Agora, ficou mais claro porque algumas comissões parlamentares de inquérito se arrastam por anos, não possuem agendas de trabalho e nem conclusão. Às vezes, elas podem servir apenas para impedir que novas sejam criadas. Portanto, não há uma discussão fundamentada sobre a relevância da comissão, prevalece o interesse político de evitar ou não a investigação. A CPI da Stock Car conseguiu as oito assinaturas necessárias, mas não se sabe se vai funcionar. De qualquer forma, o Ministério Público Federal vai investigar a prestação de contas de 2010. A Prefeitura contratou a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBV), que subcontratou a Vicar, empresa organizadora do evento, para fazer a divulgação com verba de R$ 2 milhões. O Ministério do Turismo e a Controladoria Geral da União consideraram esse repasse irregular.