A alta dos preços

A alta dos preços

Entra e ano e sai ano e a alta dos preços alimentos é uma dor de cabeça na vida dos brasileiros. Bons indicadores econômicos, como a queda na taxa do desemprego para 6%, acabam ficando em segundo plano diante da subida dos preços nos supermercados. É a famosa carestia, os preços elevados que atormentam governos e a vida dos consumidores. Na formação dos preços existem variáveis que são incontroláveis como as secas, as inundações e as oscilações do dólar, que depois de passar dos R$ 6 agora registra sucessivas quedas. Como diz o velho ditado popular, isso explica, mas não justifica um kg de café custar mais de R$ 30 e um quilo de laranja valer quase R$ 10,00. Ainda mais em um país que ostenta o título de grande produtor agrícola. A inflação dos alimentos costuma ser decisiva para influenciar o voto do eleitor/consumidor.
 

Um estudo da consultoria LCA mostra como os reajustes dos preços corroeram o poder de compra nos últimos anos, principalmente das famílias de baixa renda. De 2010 a 2019, antes da pandemia, o salário mínimo permitia comprar 2,07 cestas básicas em São Paulo. No resultado mais recente do estudo, feito em novembro do ano passado, o salário mínimo é suficiente para comprar 1,7 cestas básicas. Com a instabilidade do cenário mundial, a alta dos preços dos alimentos também ocorre em outros países em função da variação do dólar. Se uma guerra comercial ocorrer de fato no mundo, essa situação tende a piorar, o que coloca na ordem do dia a necessidade de solução interna. 
 

A boa notícia é que para este ano está projetada uma safra recorde de grãos, o que aumenta a oferta e pode reduzir os preços, se nenhuma catástrofe climática acontecer.  Por outro lado, a inflação está pressionada pela defasagem no preço dos combustíveis e pela alta de itens essenciais como a carne e o cafezinho nosso de cada dia. Como não existe solução mágica, governo, consumidores e agentes de mercado precisam cortar gastos desnecessários, pesquisar preços e evitar o desperdício. Cinto apertado.         

 

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