Angústia matemática

Angústia matemática

Aconteceu numa conhecida padaria de Ribeirão Preto. Apenas duas pessoas estavam na fila. O cliente que estava na frente entrega R$ 19,00 para pagar uma conta de R$ 17,75. O sistema trava e a funcionária não consegue calcular o troco na máquina registradora. A atendente puxa uma calculadora, mas logo demonstra que não sabe manusear. A tentativa da atendente de operar a máquina vira quase uma luta corporal. Diante da dificuldade para chegar ao resultado da operação, a calculadora começa ser espancada. Percebendo a angústia da funcionária, o cliente explica, calmamente, que deu R$ 19,00 (uma nota de R$ 10,00, uma nota de R$ 5,00 e duas notas de R$ 2,00) para pagar R$ 17,75 e que, portanto, deveria receber R$ 1,25 de troco. A atendente respira aliviada, sorri, abre o caixa e entrega o dinheiro, desculpando-se pelo transtorno. A funcionária não sabia fazer uma operação básica de cabeça e muito menos usar uma calculadora. Histórias como essa demonstram que não é à toa que os indicadores da educação brasileira estão entre os mais baixos do mundo.

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