Bom senso em baixa

Bom senso em baixa

O fim da greve dos servidores municipais deixou evidente a falta de disposição para a negociação entre a Prefeitura de Ribeirão Preto e o Sindicato dos Servidores Municipais. Quando as negociações começaram, as duas partes sabiam que o percentual lógico, possível e factível diante da situação das finanças municipais era o reajuste de 6,23%. Mesmo assim, os dois lados radicalizaram as posições. O Sindicato bateu o pé em 13,11%, a Prefeitura chegou a oferecer 3,23%, mas depois retirou a proposta. Houve brigas, xingamentos, invasões, jogos de cena e a paralisação de inúmeros serviços essenciais à população como o funcionamento das creches e as aulas nas escolas municipais. Depois de muito estardalhaço e nove dias de paralisação com todos os holofotes ligados, as duas partes fecharam o diplomático acordo naqueles 6,23% iniciais. Sintomaticamente, o acordo foi acertado no dia 1º de abril, uma data em que o contribuinte brasileiro e municipal já conhece bem o significado. Outra história ainda está para ser contada. Era uma vez a reposição dos dias parados...

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