Cancelamento do Carnaval de Batatais

Cancelamento do Carnaval de Batatais

Em tempos de crise, poucas administrações têm coragem de reduzir despesas, mesmo que a decisão seja impopular e possa até resultar em perda de votos no futuro. Diante da crise econômica do país e da queda de arrecadação, o prefeito de Batatais, Eduardo Oliveira, acertadamente, decidiu não repassar R$ 75 mil para cada escola organizar o Carnaval de rua. Em contrapartida, ofereceu a infraestrutura do sambódromo e abriu a possibilidade para que as escolas arrecadassem recursos com a venda de camarotes, ingressos, espaços comerciais, bebidas e estacionamento. A própria administração tentou viabilizar patrocinadores ou promotores de eventos para formalização de parcerias. Depois de várias reuniões, a União das Escolas de Samba de Batatais (UESB) não aceitou a proposta da Prefeitura e informou que as escolas não estarão na passarela do samba em 2016. O Carnaval é a principal festa popular do país, Batatais tem uma reconhecida tradição, mas quando há uma crise a administração precisa priorizar os investimentos em saúde, assistência social, o pagamento dos servidores e dos fornecedores. “Tentamos de tudo para manter a verba que era oferecida, mas não foi possível. Não poderíamos assumir aquilo que o poder público não conseguiria arcar, uma vez que, a exemplo de todas as prefeituras do país, Batatais enfrenta uma queda considerável na arrecadação”, frisou o prefeito Eduardo Oliveira, ressaltando que diversas outras medidas de contenção foram tomadas para equilibrar as contas públicas.

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