Declaração

Declaração

“Declaro para os devidos fins que de nada sou devedor, que nada me é devido. Os ódios que alimentei cessaram. Aqueles que despertei, lamento. Tenho um só amor, por ser o amor espaçoso e excludente. Já a amizade é sedimentar e me alimento desse aluvião fértil. Não pensem que me despeço. Espero viver muito ainda. Acontece que as forças diminuem e julguei por bem me desfazer de parte da bagagem”. Prosa do livro “A calma dos Dias”, do crítico de arte Rodrigo Naves.

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