Dito por não dito

Dito por não dito

O papel de censores não ficou bem para os ídolos da velha guarda da Música Popular Brasileira. Depois de terem adotado uma posição radical em relação às biografias não autorizadas, a Associação Procure Saber, que reúne músicos como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, recuou diante da reprovação da imprensa e da opinião pública. Os ídolos declararam que não querem censura prévia e que confiam no Poder Judiciário para encontrar uma forma de “conciliar o direito constitucional à privacidade com o direito, também fundamental, de informação”. Entre ditos e não ditos, Caetano Veloso espinafrou Roberto Carlos dizendo que o Rei só quer aparecer, mas esses são apenas detalhes tão pequenos dos dois. Quem manja muito de letra e música, necessariamente, não compreende bem a política e o significado da liberdade de expressão.

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