Injeção contraindicada
A velocidade com que a dívida das instituições públicas cresce é algo assustador. Quando foi adquirido, há três anos, o déficit da Fundação Hospital Santa Lydia era R$ 5 milhões. De lá para cá, sem uma gestão eficiente, a dívida cresceu 340% e subiu para R$ 22 milhões. Daqui a pouco, se uma nova auditoria for feita, o valor sobe de novo? Agora, só para apagar o incêndio, o Hospital precisa de uma injeção de R$ 12 milhões em momento em que as finanças municipais estão em estado crítico. Embora o atendimento prestado pela Fundação seja relevante e de interesse público, está provado que o município não tem condições de gerir uma instituição desse porte. Se aparecerem interessados, o melhor seria devolvê-lo à iniciativa privada com atendimento através do SUS e recursos municipais. A sua manutenção no regime atual (fundação) certamente resultará em mais desperdício dos minguados recursos públicos.