Justiça Desigual

Justiça Desigual

Apesar dos inegáveis avanços, a opinião pública tem uma imagem desfavorável do Judiciário, principalmente, na área criminal. A sabedoria popular afirma que quem pode pagar bons advogados encontra brechas na lei, interpõe muitos recursos e acaba se livrando. Essa constatação não faz nenhum pré-julgamento, mas os dois casos mais notórios da história recente de Ribeirão estão para completar 20 anos sem uma decisão da Justiça. Pablo Russel Rocha é acusado de ter matado Selma Heloísa Artigas em 1998. O julgamento está agendado para o dia 29 de junho. Independente do resultado, esse certamente não será o fim do processo. O empresário Marcelo Cury é acusado de ter matado duas pessoas em uma choperia em 1997 e não há previsão de julgamento. A demora foi tanta que até o juiz do caso se declarou suspeito e renunciou. Na explicação, o juiz Luís Augusto Freire Teotônio relata as dificuldades que enfrentou no processo “por ser o acusado provindo de família com grande poder econômico, defendido por advogados de renome”. O juiz teve duas decisões de pronúncia anuladas pelo Tribunal de Justiça e decidiu deixar o caso.

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