O silêncio estratégico
Desde que a operação Sevandija foi deflagrada, por uma estratégia de defesa que nada tem a ver com a proibição da Justiça, a prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera optou por permanecer em silêncio, sem explicar as graves acusações contra seu governo. Em quase um mês a prefeita fez apenas um curto comunicado. No meio político, tamanha gravidade do escândalo, há um consenso de que a sua carreira está encerrada e que só por algum milagre voltaria a ser reeleita para algum cargo público. Diante do silêncio da prefeita, surgem muitas especulações sobre o seu futuro. A mais ouvida na cidade é que Dárcy Vera renunciará após as eleições do dia 2 de outubro. Em seu lugar, assumiria Marinho Sampaio que concorreu a vereador e não poderia assumir o cargo antes da eleição. Com a renúncia, Dárcy Vera sairia dos holofotes para cuidar da sua defesa e permitiria que a administração funcionasse minimamente até o final do ano. Enquanto estiver no Palácio Rio Branco, sem dar explicações à sociedade, fica a impressão de que não há outro assunto envolvendo a administração. Com a renúncia, o governo funcionaria melhor. A própria prefeita também ganharia, pois não ficaria exposta à marcação cerrada da imprensa e às situações vexatórias. Talvez aí encontrasse tempo para se explicar.