Pelo trote solidário

Pelo trote solidário

Depois de uma fase meio crítica com muitas ocorrências denunciadas pela mídia, o ímpeto agressivo dos trotes universitários deu uma arrefecida, mas o problema ainda está longe de ser solucionado. A grande maioria das universidades adotou medidas para coibir os trotes violentos e estimular as recepções solidárias. As ocorrências diminuíram. Mesmo assim, nesta época, ainda se encontram pelas ruas muitos estudantes pedindo dinheiro para tomar “uma cachacinha”. Na gênese dessa deturpação comportamental está o princípio de que os mais velhos possuem o direito de subjugar os mais novos, numa espécie de provação que acontece de forma recorrente em organizações militares. Muitos estudantes desconhecem que a lei estadual nº 10.454 proíbe o trote estudantil violento. O aluno que praticar o ato pode sofrer punições que vão da expulsão da instituição até o pagamento de uma multa de até R$ 20 mil. Fica a sugestão: além de debate, palestra ou discussão sobre a nova profissão do calouro, os veteranos ainda podem organizar campanhas para arrecadação de mantimentos, agasalhos e doação de sangue.

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