Planta genérica

A Prefeitura de Ribeirão Preto corre contra o tempo para zerar até o dia 31 de dezembro um déficit de R$ 80 milhões. Além do programa de Recuperação Fiscal (Refis) e a cobrança judicial, há outra questão, em baixo do tapete, que sucessivas administrações não tiveram coragem de enfrentar porque implica em desgaste político. Desde 2001, a planta genérica não sofre nenhuma revisão e o valor venal do IPTU se distancia da valorização imobiliária ocorrida em vários setores da cidade. Nenhum contribuinte gosta de pagar mais imposto, mas quando o município abre mão de receitas a que teria direito fica sem recursos para investir, por exemplo, no abastecimento de água ou na melhoria da infraestrutura urbana. Isso resulta em graves prejuízos para o próprio contribuinte.