A propósito
Quando se olha para o final de governo da prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera, logo vem à mente o romance de Lima Barreto “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. O descalabro administrativo se apresenta em várias frentes: no abandono da cidade, nos processos judiciais, na gestão administrativa e agora na esfera política. A acachapante rejeição das contas de 2012 e de 2013, pela Câmara de Vereadores, por 18 a 0, mostra que apesar de todas as negociatas reveladas pela Operação Sevandija não houve um único vereador disposto a defender o atual governo. E olha que até pouco tempo atrás essa era, como foram todas as outras, uma Câmara de Vereadores situacionista. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) fez um relatório contundente apontando 44 ilegalidades. A prefeita se defendeu de uma forma nada republicana. Disse que havia irregularidades nas contas de outros prefeitos e que mesmo assim foram aprovadas. Assim, as suas deveriam ser aprovadas também. Não defendeu de forma enfática a correção dos atos de seu governo. Lembrando que ainda faltam julgar as contas de 2014, 2015 e 2016. Caso essa rejeição não seja revertida, a prefeita Dárcy vera poderá ficar inelegível até 2024.