A propósito

A propósito

Não dá para torcer com microfone na mão. O jornalismo esportivo também precisa de isenção. Durante as Olimpíadas, comentaristas e locutores de várias emissoras e, principalmente da Rede Globo, fizeram projeções ufanistas sobre o desempenho de atletas brasileiros. Quando saem os resultados, o espectador vê que não era nada daquilo. Aí, com a cara murcha, o apresentador solta o velho bordão: “éééé, Olimpíada é Olimpíada.” Isenção, precisão e objetividade precisam nortear as coberturas esportivas, mesmo quando existam atletas brasileiros competindo. Caso contrário, o jornalista vira um grande animador de torcida. O versátil Galvão Bueno, que consegue narrar todos os esportes, ainda foi repreendido por colegas de outras redes de televisão. Nas cabines de imprensa, sem se importar com o barulho para a vizinhança, Galvão falava muito e alto, atrapalhando as demais transmissões. Gentilmente, foi convidado pelos colegas a baixar o volume, aquele famoso menos Galvão! 

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