Protesto da “coxinha”

Protesto da “coxinha”

Outra tentativa de desqualificar os protestos de março e de abril veio com a denominação pejorativa de que a maioria dos manifestantes faria parte da “turma da coxinha”, referindo-se à classe média e à elite econômica. Mesmo que seja uma observação empírica, as passeatas, de fato, possuem poucos manifestantes das classes de menor poder aquisitivo, embora pessoas desses segmentos sociais tenham participado das duas mobilizações ocorridas em Ribeirão Preto. Isso não tira a legitimidade do movimento. Ninguém pode afirmar que os trabalhadores e que os segmentos penalizados pela política econômica não se identificam com bandeiras como o fim da corrupção ou as necessárias mudanças da política econômica. Além do mais, quem não aderiu hoje, pode participar amanhã, quando entender que deve tomar posição sobre a situação política do país. Pobre sina do cidadão brasileiro! Se não protesta é taxado de alienado por aceitar passivamente os assaltos diários aos cofres da nação. Se vai às ruas, é taxado de coxinha, tucano, social-democrata, burguês...

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